23rd Aug, 2007

Trombose Venosa – Diagnóstico

O diagnóstico de trombose venosa profunda é muito difícil. Apesar da sintomatologia parecer muito evidente, nem sempre o é. Por exemplo, se o doente está acamado, o edema não é tão evidente como se o doente estivesse de pé. Só em 30-40% dos casos o quadro clínico é totalmente evidente.

Dado que várias situações podem ocasionar dor e edema dos membros inferiores, base do diagnóstico clínico das tromboses venosas, é necessária, para fazer este diagnóstico, uma boa carcaterização dos sintomas, a valorização da existência de factores de risco trombótico e um grande espírito de alerta.

A clínica é, pelas razões expostas, difícil e nem sempre fiável, devendo considerar-se os seguintes diagnósticos diferenciais:

• Lesões musculares, de contusão ou rotura;
• Lesões osteo-articulares;
• Lesões de ligamentos;
• Rotura de quisto de Baker (quisto sinovial da região popliteia);
• Linfangite / Linfedema com celulite
• Isquémia aguda dos membros inferiores
• Compressão extrínseca das veias e linfáticos periféricos

Nem sempre os trombos ocluem completamente um vaso e podem não ter consequências hemodinâmicas – trombos flutuantes. Pode haver dor mas não existir edema ou cianose. Este tipo de trombos são os mais graves pois são livres e a qualquer momento podem destacar-se, originando a já referida embolia pulmonar, que pode provocar a morte súbita do doente.

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