O diagnóstico de trombose venosa profunda é muito difÃcil. Apesar da sintomatologia parecer muito evidente, nem sempre o é. Por exemplo, se o doente está acamado, o edema não é tão evidente como se o doente estivesse de pé. Só em 30-40% dos casos o quadro clÃnico é totalmente evidente.
Dado que várias situações podem ocasionar dor e edema dos membros inferiores, base do diagnóstico clÃnico das tromboses venosas, é necessária, para fazer este diagnóstico, uma boa carcaterização dos sintomas, a valorização da existência de factores de risco trombótico e um grande espÃrito de alerta.
A clÃnica é, pelas razões expostas, difÃcil e nem sempre fiável, devendo considerar-se os seguintes diagnósticos diferenciais:
• Lesões musculares, de contusão ou rotura;
• Lesões osteo-articulares;
• Lesões de ligamentos;
• Rotura de quisto de Baker (quisto sinovial da região popliteia);
• Linfangite / Linfedema com celulite
• Isquémia aguda dos membros inferiores
• Compressão extrÃnseca das veias e linfáticos periféricos
Nem sempre os trombos ocluem completamente um vaso e podem não ter consequências hemodinâmicas – trombos flutuantes. Pode haver dor mas não existir edema ou cianose. Este tipo de trombos são os mais graves pois são livres e a qualquer momento podem destacar-se, originando a já referida embolia pulmonar, que pode provocar a morte súbita do doente.