10th Sep, 2007

Secreções Digestivas – Neutralização do ácido

A neutralização do ácido é uma função essencial das secreções. Mesmo que não nos apercebamos, deglutimos, em média, entre 60 a 100 vezes por hora, durante o dia. À noite essa taxa diminui bastante para cerca de 10 vezes por hora.
A deglutição permanente de saliva não é um gasto de energia inútil; a salivação vai neutralizar, sobretudo na porção terminal do esófago, a excreção do ácido.

A deglutição permanente é muito importante para que se mantenham valores de pH que não sejam prejudicias e que não causem danos na mucosa do aparelho digestivo.
Acontece também, por vezes, haver lesão da porção terminal do esófago quando ocorre refluxo gastro-esofágico, uma vez que o ácido do estômago é prejudicial à mucosa esofágica.

Outro exemplo importante a salientar são as esofagites (inflamações na porção terminal do esófago). As pessoas que sofrem de esofagites queixam-se de ter uma salivação permanente, estão sempre a salivar. Trata-se de um mecanismo que ter a ver precisamente com o facto de a saliva servir para cicatrizar e diminuir a formação de coágulos na porção terminal do esófago.

No esófago, existem somente secreções do tipo mucosas e não do tipo digestivas; daí que, quando ocorre refluxo gastro-esofágico, seja afectada a porção terminal do esófago.
É também lógico que as glândulas secretoras sejam mais abundantes nas extremidades, principalmente nas inferiores, uma vez que é aí que se dá a principal afecção do ácido vindo do estômago.

A porção terminal do esófago está permanentemente sujeita à agressão ácida e é preciso distinguir-se o que é normal daquilo que é patológico. É nesta porção que existem vários produtos com pH abaixo de 4. Até a um pH de 4, o esófago “não sofre”, mas abaixo de 4 já está sob a influência ácida.

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