24th Sep, 2007

Oftalmologia – o doente e a visão

OftalmoscopiaO DOENTE

O doente, tal como em qualquer outra especialidade, é o nosso foco de interesse. Não é a doença, nem a “máquina”, mas sim a pessoa. Como tal, há que saber estabelecer uma boa relação médico-doente e “dissecar” toda a informação que ele nos fornece, retirando daí conclusões importantes para o diagnóstico.
O que o doente diz é, por si só, um factor adjuvante. Por exemplo, um doente que diga que vê duas imagens (diplopia), já nos está a dar pistas para o tipo de patologia que tem.

É também importante saber observar, com calma e pormenor, o doente como um todo, não nos centrando apenas nos olhos ou na região ocular. Os olhos, para além de sede de patologia local são, muitas vezes, sede de patologia sistémica e há que saber distinguir estas duas situações. Situações como a diabetes podem ter graves repercussões oculares e, acima de tudo, é importante saber alertar os doentes.

VISÃO

A visão não tem apenas uma dimensão. Temos que saber analisá-la como um conjunto de sub-dimensões que devem ser estudadas e avaliadas.
O detalhe (acuidade visual), os campos visuais, o contraste, a cor e a luminosidade são algumas dessas sub-dimensões, que são importantes para a compreensão do normal e do patológico.
Este é um dos cinco sentidos que mais valorizamos e qualquer perturbação do mesmo é um sinal de alerta. Não podemos analisar uma patologia da visão como sendo uma patologia do olho. A visão tem um circuito nervoso complexo e em todo o seu trajecto, do olho ao córtex, podem ocorrer alterações que, muitas vezes, se vão manifestar a nível visual.

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