29th Sep, 2007

Faringo-amigdalite

Os doentes com faringite apresentam tosse, odinofagia (dores de garganta), sensação de “garganta a arranhar” e febre. A faringite é uma das infecções pediátricas mais comuns.

A inflamação confinada apenas à faringe não é usual, mas quando o envolvimento das amígdalas é proeminente, usa-se o termo Amigdalite.

A faringite em crianças com menos de 2 anos de idade é geralmente viral; os estreptococos do grupo A são mais comuns em crianças com mais de 5 anos de idade e o Mycoplasma, gonococo e Arcanobacterium haemolyticum são mais comuns entre adolescentes.

Os agentes patogénicos virais são o rhinovirus, coronavirus, adenovirus, enterovirus, Ebstein-Barr vírus, Citomegalovirus e herpes Simplex vírus.

Manifestações clínicas

A observação da orofaringe revela:

  • Eritema (coloração avermelhada da garganta);
  • Exsudado (presença de um corrimento);
  • Petéquias do palato (”pintas” vermelho-arroxeadas no céu da boca);
  • Hipertrofia das amígdalas (aumento do volume das amígdalas);
  • Linfadenopatia cervical anterior (aumento do volume dos gânglios do pescoço)

Amigdalite

 

Complicações

São raras as complicações que ocorrem nas faringites: extensão aos espaços orofaríngeo e retrofaríngeo, abcessos periamigdalinos e tromboflebite da veia jugular interna (Síndrome Lemierre).

Tratamento

O tratamento de escolha para faringites estreptocócicas do grupo A é a penicilina. A eritromicina, claritromicina ou azitromicina são alternativas aceitáveis.

Quando a terapêutica falha na erradicação dos estreptocos do grupo A por colonização de anaeróbios produtores de beta-lactamases que destroem localmente a penicilina, a administração de clindamicina ou amoxicilina com ácido clavulânico são uma solução.

Os abcessos periamigdalinos podem ser tratados inicialmente com penicilina em altas doses e aspiração.

Em alguns casos em que há faringites de repetição, a amigdalectomia (remoção cirúrgica das amígdalas) é uma solução.

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