Os doentes com faringite apresentam tosse, odinofagia (dores de garganta), sensação de “garganta a arranhar” e febre. A faringite é uma das infecções pediátricas mais comuns.
A inflamação confinada apenas à faringe não é usual, mas quando o envolvimento das amígdalas é proeminente, usa-se o termo Amigdalite.
A faringite em crianças com menos de 2 anos de idade é geralmente viral; os estreptococos do grupo A são mais comuns em crianças com mais de 5 anos de idade e o Mycoplasma, gonococo e Arcanobacterium haemolyticum são mais comuns entre adolescentes.
Os agentes patogénicos virais são o rhinovirus, coronavirus, adenovirus, enterovirus, Ebstein-Barr vírus, Citomegalovirus e herpes Simplex vírus.
Manifestações clínicas
A observação da orofaringe revela:
- Eritema (coloração avermelhada da garganta);
- Exsudado (presença de um corrimento);
- Petéquias do palato (”pintas” vermelho-arroxeadas no céu da boca);
- Hipertrofia das amígdalas (aumento do volume das amígdalas);
- Linfadenopatia cervical anterior (aumento do volume dos gânglios do pescoço)
Complicações
São raras as complicações que ocorrem nas faringites: extensão aos espaços orofaríngeo e retrofaríngeo, abcessos periamigdalinos e tromboflebite da veia jugular interna (Síndrome Lemierre).
Tratamento
O tratamento de escolha para faringites estreptocócicas do grupo A é a penicilina. A eritromicina, claritromicina ou azitromicina são alternativas aceitáveis.
Quando a terapêutica falha na erradicação dos estreptocos do grupo A por colonização de anaeróbios produtores de beta-lactamases que destroem localmente a penicilina, a administração de clindamicina ou amoxicilina com ácido clavulânico são uma solução.
Os abcessos periamigdalinos podem ser tratados inicialmente com penicilina em altas doses e aspiração.
Em alguns casos em que há faringites de repetição, a amigdalectomia (remoção cirúrgica das amígdalas) é uma solução.