O que são as dores na face?
Existem várias formas de nevralgias faciais; a mais frequente é a do trigémio, caracterizada por dores intensas, breves e lancinantes. Também pode ser chamada tique doloroso porque, às vezes, a dor acompanha-se de uma deformação do rosto.
Os nervos trigémios representam um quinto dos nervos cranianos. Cada um destes nervos divide-se em três ramos que transportam as sensações a pontos diferentes da cabeça e da face. Os nervos do trigémio também controlam os movimentos dos músculos da mandÃbula.
SINTOMAS
- Dor lancinante no território do nervo trigémio
- Dor que irradia por baixo e à frente da orelha, ao longo da mandÃbula até ao ângulo da boca, ou ao longo da bochecha até à narina
- Dor intensa e breve (alguns segundos)
- Dor localizada num dos lados da face
- Tique associado à dor
- Crises desencadeadas pelo contacto, pelo frio e pela mastigação
Quais são as causas das dores na face?
As causas são desconhecidas. Geralmente, a doença afecta indivÃduos de idade avançada e é pouco frequente nas pessoas com menos de 50 anos.
Quando se deve consultar o médico?
Qualquer tipo de dor crónica na face deve ser comunicada ao médico que procederá a um exame clÃnico completo, pois estas dores podem ser causadas
por outras patologias.
O que faz o médico?
Interrogando o paciente o médico pode, em princÃpio,estabelecer a causa da dor.
Em primeiro lugar é necessário excluir outras doenças, como a esclerose múltipla, o cancro ou algumas formas de arterite que poderiam provocar uma nevralgia semelhante.
Terapêutica das dores na face
A carbamazepina, um medicamento anticonvulsivante e analgésico tem bons resultados na redução da frequência e intensidade das crises. Este medicamento actua sobre a transmissão do impulso nervoso a partir das terminações da medula espinal. No entanto, a carbamazepina está contra-indicada em doentes com disfunções hepáticas, doenças da medula espinal ou do sangue e, em associação com alguns fármacos. existem fármacos alternativos mas não são tão eficazes como este.
Se a terapêutica farmacológica não for suficiente, recorre-se à cirurgia, que consiste em eliminar as artérias e outras estruturas anatómicas que fazem compressão sobre o trigémio ou destruir uma parte do nervo. Infelizmente estas intervenções cirúrgicas eliminam a dor mas tornam irreversivelmente insensÃveis as regiões enervadas pelo nervo seccionado. Também se tem experimentado, com algum sucesso, a radioterapia localizada.