No caso de colecistite aguda (inflamação da vesícula), existem sinais gerais:
- Dor localizada na fossa ilíaca direita com irradiação para o dorso
- Náuseas e vómitos com possível intolerância aos lípidos
- Febre
- Reacção peritoneal com presença de sinal de Murphy vesicular
- Leucocitose
Este é um dos casos em que a ecografia desempenha um papel fundamental na confirmação do diagnóstico. É um exame fácil de executar, podendo fazer-se em urgência. A imagem característica de litíase biliar é o chamado “cone de sombra”; devido à sau constituição, os cálculos impedem a passam dos ultra-sons da ecografia, ficando registado um cone preto com a forma da incidência da sonda.
Para além do diagnóstico de litíase, a ecografia permite mostrar a presença de sinais inflamatórios (edema da parede/distensão) ou mesmo de abcessos intra-hepáticos, outrora não detectados. É ainda útil para distinguir uma colecistite aguda de uma colecistite crónica.
No caso de colecistite aguda:
- alterações espessura da parede
- edema
- presença ou ausência de litíase
Na colecistite crónica
- espessura da parede normal
- presença de litíase
Para confirmar o diagnóstico que é mais manejável e fácil de repetir, também se usa a prova de HIDA. Este exame é muito rápido e consisite na injecção, nas veias, de um excretor biliar com tecnésio. Entre 5 a 10 minutos após a injecção, o indivíduo é colocado numa câmara onde é possível ver o que se passa na vesícula.
Num doente que tem uma colecistite aguda, o primeiro acontecimento é o bloqueio do cístico. Se 3 ou 4 mm de edema afectam toda a parede da vesícula, o cístico, com 1 ou 2 mm de cada lado, fecha logo. Assim, ao contrário do normal, na prova de HIDA, quando há colecistite aguda, não se vê a vesícula.