Quadro clÃnico tÃpico da DM tipo 1:
- Acentuada perda de peso
- Falta de apetite
- Falta de forças
- Grande fatigabilidade
- Polidipsia = necessidade de beber muita água
- Poliúria = urinar em grande quantidade
- Polaquiúria = necessidade de urinar frequentemente
 Quadro clÃnico tÃpico da DM tipo 2:
- Idade igual ou superior a 40 anos
- Obesidade
- Polifagia = muita vontade de comer
- Polidipsia
- Poliúria
- Fatigabilidade
- Visão turva
- Glicémias bastante elevadas
- Glicosúria sem cetonúria
Quadro clÃnico da cetoacidose diabética
= combinação da deficiência de insulina com um aumento das hormonas contra-regulatórias circulantes
A cetoacidose diabética pode ser precipitada por:
• Administração deficiente de insulina
• Infecções (devem pesquisar-se sinais de infecção como febre e outros)
• Enfartes (acidentes trombo-embólicos)
As alterações metabólicas referidas mais acima ficam exacerbadas.
Assim:
• Aumenta-se a produção hepática de glicose (gliconeogénese e glicogenólise) e reduz-se a sua utilização periférica, levando a uma hiperglicémia intensa.
• Ocorre proteólise muscular, aumentando os aminoácidos circulantes, que vão ser captados e degradados no fÃgado
• Ocorre lipólise intensa no tecido adiposo, com consequente aumento dos ácidos gordos em circulação.
Os ácidos gordos em circulação vão ser captados pelo fÃgado. Em condições normais, o fÃgado produziria VLDL’s a partir deles mas, a hipoinsulinémia e a hiperglicaginémia estimulam a sua beta-oxidação. Assim, produzem-se muitas VLDL (hiperlipoproteinémia e hipertrigliceridémia), mas grande parte dos ácidos gordos vai ser oxidada a acetil-CoA.
O excesso de acetil-CoA e a conjuntura hormonal, vão promover desta forma a formação de corpos cetónicos (acetoacetato e β-hidroxibutirato). Estes vão entrar em circulação e provocar o que se designa por cetose ou hipercetonémia. Os corpos cetónicos, no pH alcalino do sangue, existem sobre a forma de cetoácidos. São tamponados pelo sistema do bicarbonato mas, quando estão em grandes quantidades, suplantam este sistema protector e provocam acidose. Essa acidose, por ser provocada por cetoácidos, designa-se cetoacidose.
A cetoacidose é uma acidose metabólica (diminuição do pH com diminuição do HCO3-) com aumento do anion gap, pelo excesso de cetoácidos.
- Poliúria, polidipsia, polifagia = 3 P’s
- Hiperglicémia intensa
- Proteólise muscular, com aumento dos aa’s circulantes
- Hiperlipoproteinémia
- Hipertrigliceridémia
- Cetose/hipercetonémia
- Cetoacidose
- Glicosúria
- Cetonúria
 como consequência de náuseas e vómitos:
- Diminuição do volume intravascular
- Hiperosmolaridade
- Hipercaliémia e deplecção de electrólitos                                    Â
por perda de lÃquidos:
- DesidrataçãoÂ
- Hipotensão
- Taquicárdia compensatória
- Respiração de Kussmaul = por estimulação do centro respiratório
 como consequência da hiperosmolaridade no SNC:
- Letargia
- EstuporÂ
- Coma
 Quadro clÃnico do coma hiperosmolar não cetótico
= relativa deficiência em insulina, com diminuição das hormonas contrarregulatórias em circulação
A fisiopatologia do coma hiperosmolar não cetótico é muito semelhante à da cetoacidose diabética. No entanto, como não há uma deficiência absoluta de insulina, não atinge um estado tão avançado.
Os factores desencadeantes são semelhantes aos da ceoacidose diabética.
A par da relativa deficiência em insulina, há menor quantidade de hormonas contrarregulatórias da insulina em circulação. Isto é uma das explicações possÃveis para a menor quantidade de ácidos gordos em circulação e para a ausência de produção de cetoácidos que distinguem o coma hiperosmolar não cetótico da cetoacidose diabética.
- Hiperglicémia, mais elevada do que na cetoacidose diabética
- Hiperlipoproteinémia, menos intensa
- Hipertrigliceridémia, menos intensa
- Cetose/hipercetonémia
- Cetoacidose
- Cetonúria
- Ligeira acidose, por produção de lactato
- Glicosúria
- Poliúria
- Alteração do estado mental
- Letargia
- Convulsões
- Coma
- Desidratação
- Hipotensão
- Taquicárdia
Também ocorre, tal como na cetoacidose, diminuição do volume intravascular com depleção de electrólitos, o que leva à hiperosmolaridade.
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