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	<title>Hospitata &#187; Personalidade</title>
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		<title>Manuseamento da Perturbação da Personalidade</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 19:04:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O manuseamento da perturbação da personalidade assenta sobre cinco pontos essenciais:
1. Tipo de perturbação.
2. Reforços potenciais, procura de características positivas que podem ser desenvolvidas posteriormente, em detrimento das negativas; identificação de qualidades que podem ser acrescidas pelo treino da auto-confiança e da auto-estima.
3. Factores de provocação, procura de factores que causem distúrbios emocionais ou comportamentos anormais; por vezes a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O manuseamento da perturbação da personalidade assenta sobre cinco pontos essenciais:</p>
<p>1. Tipo de perturbação.</p>
<p>2. Reforços potenciais, procura de características positivas que podem ser desenvolvidas posteriormente, em detrimento das negativas; identificação de qualidades que podem ser acrescidas pelo treino da auto-confiança e da auto-estima.</p>
<p>3. Factores de provocação, procura de factores que causem distúrbios emocionais ou comportamentos anormais; por vezes a ligação entre o factor de provocação e a esposta podem revelar uma prévia abrodagem de um aspecto da personalidade.</p>
<p>4. Uso de álcool e drogas, o álcool pode ser usado pelos seus efeitos imediatos na redução dos sentimentos de tensão e tristeza, mas a desinibição que causa pode libertar um comportamento histeriónico ou agressivo, ou auto-agressão.</p>
<p>5. Efeitos na família, particularmente importante no caso de existirem crianças, principalmente quando há agressão. Os efeitos “stressantes” causados pela personalidade do doente sobre outros membros da  família, podem tornar-se evidentes quando um deles se queixa de sintomas físicos para os quais não encontra uma causa.</p>
<p>A aproximação geral deve servir como uma ajuda para o doente ganhar confiança e aprender com os seus erros.<br />
O plano a seguir deve ser realista, claramente percebido e seguido consistentemente. O objectivo é ajudar os doentes a resolver os seus problemas e não a colocá-los sob a responsabilidade de outrem. O progresso é lento e marcado por inúmeras falhas. A paciência é essencial quando se trata este tipo de doentes.</p>
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		<title>Tipos de perturbação da personalidade</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 19:02:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[As classificações da personalidade mais frequentemente utilizadas são a DSM-IV e a ICD-10. Segue-se a descrição de cada um desses tipos de personalidade perturbada.
Ansioso, melancólico e atreito a preocupações
Algumas destas pessoas são persistentemente ansiosas e medrosas, outras são persistentemente melancólicas e pessimistas. Outras têm humores flutuantes, nos quais períodos de moderada exaltação e superconfiança alternam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As classificações da personalidade mais frequentemente utilizadas são a DSM-IV e a ICD-10. Segue-se a descrição de cada um desses tipos de personalidade perturbada.</p>
<p><strong><em>Ansioso, melancólico e atreito a preocupações</em></strong></p>
<p>Algumas destas pessoas são persistentemente ansiosas e medrosas, outras são persistentemente melancólicas e pessimistas. Outras têm humores flutuantes, nos quais períodos de moderada exaltação e superconfiança alternam com períodos de baixo humor e auto-depreciação. A preocupação e a ansiedade podem relacionar-se com problemas do dia-a-dia do doente ou da sua família, ou ser uma preocupação constante em relação à doença (hipocondria).</p>
<p>Os doentes com traços obsessivos de inflexibilidade, obstinação e indecisão estão incluídos neste grupo.</p>
<p> persistentemente ansiosos   <br />
 indecisão<br />
 preocupação com problemas e saúde  <br />
 persistentemente tristes<br />
 inflexibilidade e obstinação   <br />
 humores instáveis</p>
<p><strong><em>Personalidades com falta de auto-estima e falta de confiança</em></strong> &#8211; Compulsivo, dependente e obsessivo-compulsivo</p>
<p>Estas pessoas têm falta de confiança nas suas capacidades, sentem-se inferiores em relação aos outros e esperam críticas. Estas incertezas interiores podem conduzir a vergonha, afastamento social e incapacidade de execução de esforços para agradar outras pessoas ou de tentativas forçadas de sociabilização.</p>
<p>Estas características da personalidade estão associadas a humores depressivos recorrentes, alterações do comportamento alimentar e auto-agressões, observadas frequentemente em indivíduos jovens que necessitam de ajuda.</p>
<p> falta de amor     <br />
 expectativa de crítica<br />
 sentimento de inferioridade   <br />
 esforço para agradar outros</p>
<p><strong><em>Personalidades sensíveis e desconfiadas</em></strong> &#8211; Paranóides, esquizóides</p>
<p>Algumas pessoas deste grupo sentem repulsa onde ela não existe e podem ser desconfiadas, suspeitosas, susceptíveis e irritáveis. Outras são frias e desprendidas, mostram pouco interesse pelos outros, rejeitando ajuda quando lhes é oferecida. Ainda há outras que parecem excêntricas, com ideias invulgares acerca de determinados temas, tais como telepatia e percepção extra-sensorial.</p>
<p>As pessoas deste grupo são difíceis de se “encaixar” num tratamento e muitas vezes desconfiam dos seus médicos.</p>
<p> sensíveis   <br />
 auto-suficientes<br />
 desconfiadas  <br />
 ausência de preocupação<br />
 suspeitosas</p>
<p><strong><em>Personalidades dramáticas e impulsivas</em></strong> &#8211; Histeriónico, borderline, narcísico</p>
<p>Estas pessoas procuram chamar à atenção e dramatizam os seus problemas. Elas fazem pedidos despropositados a outras pessoas e podem usar a chantagem emocional. Têm um entusiasmo breve e falta de persistência. Algumas delas têm uma grande capacidade para auto-decepção e uma falta de consciência da impressão que causam nos outros. Reagem impulsivamente, por vezes com comportamento desajustado, incluindo auto-agressão.</p>
<p> inútil, egocêntrico   <br />
 impulsivo; curtos entusiasmos <br />
 exige dos outros   <br />
 actuação emocional não refreada<br />
 age como alguém à parte; auto-decepciona-se</p>
<p><strong><em>Personalidades agressivas e anti-sociais</em></strong></p>
<p>Estas pessoas têm uma baixa tolerância para a frustração, comportam-se impulsivamente e tendem a ser violentas. Têm uma ausência do sentimento de culpa e não aprendem com as experiências. São despreocupadas e não nutrem qualquer tipo de sentimento em relação aos sentimentos dos outros.</p>
<p>Quando graves, estas características são referidas como uma perturbação da personalidade anti-social e as pessoas são frequentemente designadas de “psicopatas”. Estas pessoas têm um record de instabilidade no trabalho e podem envolver-se em violência, problemas familiares e ofensas contra a lei. As dificuldades são muitas vezes acrescidas pelo consumo de álcool e drogas.</p>
<p> comportamento impulsivo   <br />
 ausência de culpa<br />
 intolerância à frustração   <br />
 tendência para a violência<br />
 não aprendizagem com a experiência<br />
 falha na manutenção de relacionamentos<br />
 desrespeito face aos sentimentos dos outros</p>
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		<title>Avaliação da personalidade &#8211; Informação necessária</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 18:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Relações Sociais
Disposição / Humor
Traços da Personalidade
Atitudes e Comportamentos / Padrões
Hábitos
Quando não temos muito tempo (o que acontece com frequência), apenas os pontos mais relevantes devem ser inquiridos numa primeira entrevista, deixando os restantes para uma ocasião subsequente.
Na avaliação da personalidade, a atenção deve ser prestada não só aos traços que levam às dificuldades, mas também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Relações Sociais<br />
Disposição / Humor<br />
Traços da Personalidade<br />
Atitudes e Comportamentos / Padrões<br />
Hábitos</p>
<p>Quando não temos muito tempo (o que acontece com frequência), apenas os pontos mais relevantes devem ser inquiridos numa primeira entrevista, deixando os restantes para uma ocasião subsequente.<br />
Na avaliação da personalidade, a atenção deve ser prestada não só aos traços que levam às dificuldades, mas também aqueles que “fortalecem” o doente.</p>
<p><em><strong>Relações sociais</strong></em></p>
<p>Este ponto inclui as relações no trabalho (com colegas, autoridades e funcionários mais novos), amizades com o mesmo sexo e com o sexo oposto e relações íntimas. É importante perguntar ao doente se “faz amigos com facilidade”, se “tem muitos ou poucos amigos”, se “tem amigos próximos em quem possa confiar”. Pode também perguntar-se se, quando acompanhado, o doente é sociável e confiante ou envergonhado e reservado.</p>
<p><strong><em>Humor habitual</em></strong></p>
<p>O objectivo é descobrir o humor habitual da pessoa, não o presente ou recente. O entrevistador pergunta se o humor é habitualmente triste, melancólico ou alegre, estável ou inconstante. Se o humor for inconstante, o entrevistador pergunta quando tempo dura a sua alteração, se acontece espontaneamente ou relacionada com algum acontecimento.<br />
Finalmente, pergunta-se ao doente se este mostra os seus sentimentos ou os esconde.</p>
<p><strong><em>Traços da personalidade</em></strong></p>
<p>Cada característica tem um lado positivo e outro negativo, sendo mais apropriado perguntar aos doentes onde se situam, entre os extremos.</p>
<p><strong><em>Traços pessoais mais comuns</em></strong> (negativos)</p>
<p> estricto, exagerado, rígido   <br />
 falta de auto-confiança<br />
 sensível      <br />
 desconfiado, ciumento<br />
 ressentido     <br />
 impulsivo<br />
 procura de atenção    <br />
 dependente<br />
 irritável      <br />
 agressivo<br />
 falta de preocupação pelos outros<br />
 atreito a ansiedade, preocupação</p>
<p>As características como o ciúme ou falta de sentimento em relação aos outros pode não ser revelada porque a pessoa tem vergonha deles ou não reconhece a sua presença.<br />
É útil verificar as respostas, pedindo ao doente exemplos da sua vida recente.</p>
<p><strong><em>Atitudes, crenças e padrões</em></strong></p>
<p>Os pontos relevantes incluem atitudes face à doença, crenças religiosas e padrões morais. Geralmente, todos se tornam mais evidentes quando a história pessoal está a ser efectuada.</p>
<p><strong><em>Hábitos</em></strong></p>
<p>Apesar de não fazerem rigorosamente parte da personalidade, é útil questionar o doente acerca do consumo de tabaco, álcool e drogas ilícitas, uma vez que podem influenciá-la.</p>
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		<title>Avaliação da personalidade &#8211; Fontes de informação</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 18:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[ - Descrições efectuadas pelo doente acerca da sua própria personalidade
 - Comportamento do paciente durante a entrevista com o médico
 - Pormenores que o paciente conta acerca do seu comportamento em várias circunstâncias do passado
 - Pontos de vista dos familiares ou amigos
Durante uma entrevista, podem pesquisar-se estas quatro fontes, o que nos ajuda a ter um fio condutor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> - Descrições efectuadas pelo doente acerca da sua própria personalidade<br />
 - Comportamento do paciente durante a entrevista com o médico<br />
 - Pormenores que o paciente conta acerca do seu comportamento em várias circunstâncias do passado<br />
 - Pontos de vista dos familiares ou amigos</p>
<p>Durante uma entrevista, podem pesquisar-se estas quatro fontes, o que nos ajuda a ter um fio condutor na construção da personalidade do paciente que temos perante nós. No entanto, a ansiedade ou a depressão podem torná-lo mais ansioso ou menos confiante do que ele o é na realidade. A depressão é particularmente importante, uma vez que afecta uma segunda fonte de evidência, nomeadamente aquilo que o paciente conta acerca da sua própria personalidade; os pacientes deprimidos têm tendência para sub-estimar as suas forças e exagerar as suas fraquezas.</p>
<p>É importante verificar a avaliação da personalidade formada pela informação dos próprios doentes e pelo seu comportamento durante a entrevista, comparando-as com as outras duas fontes (acontecimentos do passado e relato dos familiares e amigos).</p>
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		<title>Avaliação da personalidade &#8211; Generalidades</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 18:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Habitualmente avalia-se a personalidade através de uma entrevista, em que se colhem os dados fundamentais e se fazem perguntas que caracterizam a personalidade prévia.
O mais difícil no estudo da personalidade é definir uma linha que separe o normal do patológico. Pode estabelecer-se que há uma alteração da personalidade quando esta causa sofrimento à pessoa em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Habitualmente avalia-se a personalidade através de uma entrevista, em que se colhem os dados fundamentais e se fazem perguntas que caracterizam a personalidade prévia.</p>
<p>O mais difícil no estudo da personalidade é definir uma linha que separe o normal do patológico. Pode estabelecer-se que há uma alteração da personalidade quando esta causa sofrimento à pessoa em questão e aos outros. É complicado medir esta alteração, uma vez que não existem medidas válidas dos aspectos mais importantes da personalidade. No entanto, se, para além de uma história clínica cuidada e pormenorizada, quisermos ter uma apreciação mais rigorosa do paciente, podemos recorrer a testes psicológicos. Estes testes são sobretudo provas projectivas, ou seja, dá-se um estímulo à pessoa para que ela se projecte no teste.</p>
<p>• <strong>PAT</strong> (automatic perception tests): as pranchas PAT têm figuras concretas, i.e., representam um estímulo concreto. Pede-se às pessoas que observem a figura e que contem uma história sobre aquilo que vêem. Consoante o que a pessoa conta, é avaliada, uma vez que, ao contar a história, a pessoa está a projectar-se nela<br />
• <strong>Rochard</strong>: nestas pranchas simétricas, o estímulo é indefinido. Ao descrever o que vê, a pessoa tem mais liberdade de projecção.</p>
<p>Em ambos os casos, as respostas são avaliadas segundo vários critérios, como o tempo que demoram a responder e o impacto das cores; estes testes permitem avaliar os vários tipos de personalidade e sobretudo os mecanismos de defesa que as pessoas usam predominantemente.<br />
Normalmente estas técnicas são utilizadas para avaliar personalidades normais, mas também detectam traços anormais.</p>
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		<title>Evoluções e crises da personalidade</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 18:37:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A maior parte dos jogos da criança baseia-se na imitação. Ela tenta estabelecer uma identidade entre si própria e os pais, sabendo que o seu carácter se desenvolverá em função daquilo que vê e aprende com eles. Ao mesmo tempo, a transgressão das proibições permite à criança experimentar o limite dos outros e da lei, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A maior parte dos jogos da criança baseia-se na imitação. Ela tenta estabelecer uma identidade entre si própria e os pais, sabendo que o seu carácter se desenvolverá em função daquilo que vê e aprende com eles. Ao mesmo tempo, a transgressão das proibições permite à criança experimentar o limite dos outros e da lei, ajudando-a a conhecer os seus próprios limites. A criança atravessa diversas fases que testemunham a sua evolução no sentido da maturidade.</p>
<p>Por volta dos <strong>2-3 meses</strong> esboçam os primeiros sorrisos em resposta ao aparecimento da figura humana; o recém-nascido distingue o agradável do desagradável.</p>
<p>Por volta dos<strong> 8 meses</strong>, juntamente com um novo interesse pela própria imagem ao espelho, manifesta a angústia perante um rosto estranho. A criança distingue as pessoas familiares das não familiares. Nesta idade, a criança sente uma grande angústia quando é separada das figuras de referência.</p>
<p>Por volta dos <strong>15-18 meses</strong>, a criança aprende as primeiras palavras; diz “não” e acompanha a negação com o movimento da cabeça; “é isto, não é isto”, “é ali, não é ali” são as distinções que lhe permitem a formulação e a expressão dos primeiros juízos. Quer “fazer tudo sozinha”, de forma a desenvolver confiança em si própria.</p>
<p>Por volta dos <strong>2 anos e meio</strong>, a criança atravessa uma crise de rejeição sistemática: desobedece, obstina-se e nega o consentimento a qualquer coisa que lhe seja proposta, como que para demonstrar um princípio de autonomia.<br />
Adquire consciência de si, e esta é a primeira verdadeira expressão de autoconsciência. O sinal característico da distinção entre si e os outros é a utilização, ao falar, da primeira pessoa do singular.</p>
<p><strong>Entre os 3 e os 5 anos</strong>, a criança atravessa a crise do complexo de Édipo. Segue-se um novo processo de construção da personalidade. Pode dizer-se que, no final da crise, o pai e a mãe já não são encarados apenas como pais, mas também como homem e mulher.</p>
<p>Por volta dos <strong>6 anos</strong>, a criança interessa-se pelos seus semelhantes e liberta-se da influência do adulto. Pode até acontecer que a presença dos adultos seja interpretada como indesejável, ou vivida como uma intrusão. Nesta idade, as crianças começam a tomar consciência (ainda que de forma confusa) de tudo o que separa o seu próprio mundo do mundo dos adultos. Se estes últimos representavam “tudo” para elas, agora parecem mais incompreensíveis, fechados, misteriosos. É a idade da sociabilização, em que a escola desempenha um papel muito importante pois é aí que a criança identifica a sua própria realidade social.</p>
<p>Por volta dos <strong>13-14 anos</strong>, surge a crise da adolescência. Condicionado pela puberdade a confrontar-se com as suas pulsões sexuais, o rapaz assume de novo uma atitude de oposição em relação à família e à sociedade. O adolescente distingue-se dos adultos pela originalidade, por vezes levada aos extremos: vestuário, higiene pessoal, linguagem, etc., tornam-se códigos de reconhecimento no seio de um grupo etário.</p>
<p>Passar da adolescência à idade adulta pressupõe duas etapas que se sobrepõem entre si. A primeira é a aquisição da identidade: “Quem sou?”. Todos os comportamentos e actividades do jovem adolescente são dirigidos à procura da sua identidade.<br />
A segunda é a aquisição da intimidade, ou seja, da capacidade de viver consigo próprio. Só quando a consegue adquirir é que o adolescente se torna um adulto capaz de viver com os outros e de governar a sua própria vida.<br />
Estas são as grandes etapas obrigatórias, através das quais um indivíduo forma a sua personalidade. A construção da personalidade é um processo interactivo e progressivo em que as atenções contínuas, a ternura e a compreensão têm um papel fundamental.<br />
As “crises” não só são normais e saudáveis, como desejáveis para a adaptação futura à vida social do adulto.</p>
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		<title>Como se desenvolve a personalidade?</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 18:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O indivíduo desenvolve-se por etapas ou degraus, sob a influência combinada dos factores hereditários, do ambiente social e da experiência pessoal.
A inserção no mundo não se faz de forma pré-estabelecida. À nascença, apesar de um potencial evolutivo quase ilimitado, o ser humano é tão pouco dotado que não consegue, espontaneamente, pôr em prática as formas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O indivíduo desenvolve-se por etapas ou degraus, sob a influência combinada dos factores hereditários, do ambiente social e da experiência pessoal.<br />
A inserção no mundo não se faz de forma pré-estabelecida. À nascença, apesar de um potencial evolutivo quase ilimitado, o ser humano é tão pouco dotado que não consegue, espontaneamente, pôr em prática as formas de comunicação indispensáveis para se manter em vida. Isto explica a necessidade primordial do recém-nascido de ter contactos humanos repetidos e quase ininterruptos. Desta forma, a criança aprende os primeiros gestos de adapatação ao mundo: a inserção afectiva terá, mais tarde, repercussões no modelo geral dos contactos sucessivos.</p>
<p>A nossa maneira de reagir à interacção constante entre os nossos gestos e o mundo exterior ou interior, os objectos, o outro lado de si é a base do desenvolvimento da personalidade. Se observarmos uma criança de 6 meses, vemos que já reage e se adapta de forma personalizada ao ambiente que a circunda. Tenta manipular, olha, ouve, explora … em função das suas primeiras experiências de lactente, que ela pouco a pouco vai memorizando e integrando. Não é por acaso que, segundo uma mãe, cada um dos seus filhos “é único“, diferente dos outros, e reage de maneira diferente da dos irmãos.</p>
<p>O ser humano manifesta desequilíbrios quando não lhe é possível estabelecer ou manter alguns tipos de relação com o ambiente ou com o mundo. Por exemplo, uma criança revelará problemas psicológicos se não consegue instaurar relações afectivas construtivas com os próprios pais, assim como eles o são para ela: esta é a base de uma vida afectiva equilibrada. Por conseguinte, para que a personalidade se desenvolva de maneira positiva, é importante satisfazer as necessidades humanas fundamentais.</p>
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		<title>Personalidade &#8211; definições</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 18:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[• maneira de ser e de funcionar de uma pessoa. Nesta englobam-se as opiniões, os projectos, as motivações, as atitudes, os afectos e as experiências de vida, assim como todos os comportamentos e as disposições observáveis em cada indivíduo.
• conjunto de características que definem uma pessoa e que são demonstradas pela maneira como ela reage
• características permanentes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>• maneira de ser e de funcionar de uma pessoa. Nesta englobam-se as opiniões, os projectos, as motivações, as atitudes, os afectos e as experiências de vida, assim como todos os comportamentos e as disposições observáveis em cada indivíduo.</p>
<p>• conjunto de características que definem uma pessoa e que são demonstradas pela maneira como ela reage</p>
<p>• características permanentes de um indivíduo, demonstradas sob a forma de comportamentos, numa grande variedade de circunstâncias.</p>
<p>A personalidade pode ainda ser vista como um conjunto de características mais circunscritas, denominadas traços, tais como a sociabilidade, agressividade e impulsividade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Perturbações da Personalidade &#8211; Generalidades</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 18:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia-a-dia da actividade médica na Psiquiatria é frequente encontrarmos vários pacientes cuja personalidade não é “normal”. É portanto necessário saber compreeender estas personalidades e aprender a lidar com elas.
Existem, algumas razões pelas quais devemos compreeender estas personalidades “afectadas”:
1. Os pacientes com perturbações da personalidade podem reagir de modo inadequado à doença, ou ao seu tratamento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia-a-dia da actividade médica na Psiquiatria é frequente encontrarmos vários pacientes cuja personalidade não é “normal”. É portanto necessário saber compreeender estas personalidades e aprender a lidar com elas.</p>
<p>Existem, algumas razões pelas quais devemos compreeender estas personalidades “afectadas”:</p>
<p>1. Os pacientes com perturbações da personalidade podem reagir de modo inadequado à doença, ou ao seu tratamento, tornando-se dependentes da terapêutica ou não confiando na mesma;</p>
<p>2. Quando a personalidade está perturbada, o quadro clínico das alterações características de determinada doença psiquiátrica altera-se e torna o diagnóstico mais difícil;</p>
<p>3. As personalidades alteradas podem reagir de modo diferente a acontecimentos “stressantes”, p.e., com comportamento histérico ou agressivo, em vez de ansiedade;</p>
<p>4. Pacientes com alterações da personalidade podem comportar-se de um modo “cansativo” ou, por vezes, perigoso para outras pessoas.</p>
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