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	<title>Hospitata &#187; Diabetes</title>
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		<title>Dieta para diabéticos &#8211; alimentos proíbidos</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 22:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Os diabéticos sofrem com algumas restrições alimentares que lhes são impostas, mas o que é certo é que existem alimentos que são realmente proíbidos, dado o seu elevado teor em açúcares. Isto não quer dizer que, excepcionalmente, não possam ser consumidos, desde que com moderação.
São então proíbidos:

Sumos (mesmo se forem naturais) e refrigerantes;
 Doces;
Gorduras;
Frutos secos;
Mel;
Queijos gordos;
Enchidos;
Bebidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <a href="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2008/09/refeicao.jpg" title="Refeição saudável"><img src="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2008/09/refeicao.thumbnail.jpg" alt="Refeição saudável" /></a></p>
<p>Os diabéticos sofrem com algumas restrições alimentares que lhes são impostas, mas o que é certo é que existem alimentos que são realmente proíbidos, dado o seu elevado teor em açúcares. Isto não quer dizer que, excepcionalmente, não possam ser consumidos, desde que com moderação.</p>
<p>São então proíbidos:</p>
<ul>
<li>Sumos (mesmo se forem naturais) e refrigerantes;</li>
<li> Doces;</li>
<li>Gorduras;</li>
<li>Frutos secos;</li>
<li>Mel;</li>
<li>Queijos gordos;</li>
<li>Enchidos;</li>
<li>Bebidas alcoólicas;</li>
<li>Conservas;</li>
<li>Pães doces (croissants, pães de leite, brioches,&#8230;)</li>
<li>Conservas;</li>
<li>Caldos artificiais;</li>
<li>Leites com chocolate engarrafados ou em pacote.</li>
</ul>
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		<title>Dieta para diabéticos &#8211; generalidades</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 22:22:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>

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		<description><![CDATA[Os diabéticos, mais do que qualquer outra pessoa, devem fazer uma dieta rigorosa e regrada, fraccionada e equilibrada.
No mínimo 6 refeições diárias e idealmente 7: pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, lanche, jantar, ceia e ao deitar.
Se é diabético e tem dificuldade em manter a sua dieta, seguem-se alguns conselhos práticos:

Após acordar, levante-se, meça a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2008/09/glicemia.jpg" title="Glicémia"><img src="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2008/09/glicemia.thumbnail.jpg" alt="Glicémia" /></a>Os diabéticos, mais do que qualquer outra pessoa, devem fazer uma dieta rigorosa e regrada, fraccionada e equilibrada.</p>
<p>No mínimo 6 refeições diárias e idealmente 7: pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, lanche, jantar, ceia e ao deitar.</p>
<p>Se é diabético e tem dificuldade em manter a sua dieta, seguem-se alguns conselhos práticos:</p>
<ul>
<li>Após acordar, levante-se, meça a sua glicémia e, se for o caso, a sua dose de medicamentos (orais ou insulina injectável);</li>
<li>Pequeno-almoço &#8211; meio pão + 2dl de leite meio gordo (como alternativa, pode barrar o pão com uma pequena quantidade de manteiga sem sal, queijo fresco ou requeijão; pode beber o leite com café ou cevada, sem açúcar) ou 1 iogurte natural sem açúcar com uma bolacha ou meio pão;</li>
<li>Antes do almoço, meça novamente a glicémia e faça o seu tratamento;</li>
<li>Almoço &#8211; 1 prato de sopa de hortaliças ou legumes, carne ou peixe, de preferência grelhados ou cozidos, sem molhos, pele ou gorduras (podem ser substituídos por 2 ovos), 2 ou 3 batatas do tamanho de um ovo de galinha médio (evitar fritas), hortaliças ou saladas com pouco tempero. Não deve acompanhar a refeição nem com pão nem com fruta e a bebida deverá ser preferencialmente água sem gás. Pode beber café ou chá sem açúcar;</li>
<li>Lanche &#8211; 1 peça de fruta com 1 bolacha ou um pedaço de pão;</li>
<li>Antes do jantar deverá fazer uma nova medição da glicémia e o seu tratamento;</li>
<li>O jantar pode ser semelhante ao almoço;</li>
<li>Ceia &#8211; 1 peça de fruta com 1 bolacha ou um pedaço de pão;</li>
<li>A deitar, nova medição da glicémia e tratamento, seguidos de 1 copo de leite + meio pão ou 1 iogurte simples.</li>
</ul>
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		<title>Diabetes: terapêutica</title>
		<link>http://www.hospitata.com/terapeutica</link>
		<comments>http://www.hospitata.com/terapeutica#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jul 2007 23:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>

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		<description><![CDATA[Insulinoterapia – indicada em situações de:
• DM tipo 1
• DM tipo 2 se não controlada pela dieta e/ou fármacos hipoglicemiantes
• Diabetes pós-pancreatectomia
• Diabetes gestacional
• Cetoacidose diabética
• Coma não-cetósico e hiperosmolar
• Peri-operatório da DM tipo 1 e tipo 2
A insulina pode ser de acção rápida/regular, intermédia ou lenta. A via de administração é escolhida consoante o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Insulinoterapia </strong>– indicada em situações de:</p>
<p>• DM tipo 1<br />
• DM tipo 2 se não controlada pela dieta e/ou fármacos hipoglicemiantes<br />
• Diabetes pós-pancreatectomia<br />
• Diabetes gestacional<br />
• Cetoacidose diabética<br />
• Coma não-cetósico e hiperosmolar<br />
• Peri-operatório da DM tipo 1 e tipo 2</p>
<p>A insulina pode ser de acção rápida/regular, intermédia ou lenta. A via de administração é escolhida consoante o tipo de insulina: endovenosa, quando as insulinas são puras ou de acção imediata, ou sub-cutânea, de efeito retardado.</p>
<p><strong>Anti-diabéticos orais</strong></p>
<ul>
<li>Sulfonilureias são hipoglicemiantes, por estimulação da libertação de insulina das células beta pancreáticas. Podem ser de 1ª ou 2ª geração: tolbutamida, clorpropamida, glibenclamida, glipizida, glicazida, gliquidona, glimepirida.</li>
<li>Biguanidas são anti-hiperglicemiantes, com acção no controlo dos níveis de glicose, independentemente da secreção de insulina. Fenformina e metformina.</li>
<li> Inibidores das alfa-glicosidases induzem inibição da amilase pancreática e das enzimas do brush-border intestinal: glicoamilase, maltase, sacarase, dextrinase,… Acarbose e miglitol.</li>
<li>Tiazolidionedionas aumentam a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos, com efeito hipolipidémico e hipoglicemiante. Rosiglitazona, troglitazona e pioglitazona.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Diabetes: prevenção das complicações</title>
		<link>http://www.hospitata.com/prevencao-das-complicacoes</link>
		<comments>http://www.hospitata.com/prevencao-das-complicacoes#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jul 2007 23:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Controlo metabólico
- glicémico
- lipídico
2. Controlo da pressão arterial
3. Modificação dos hábitos
- não fumar
- evitar o sedentarismo
- aumentar o exercício físico
- alimentação correcta
- reduzir a ingestão de álcool
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1. Controlo metabólico</strong></p>
<p>- glicémico<br />
- lipídico</p>
<p><strong>2. Controlo da pressão arterial</strong></p>
<p><strong>3. Modificação dos hábitos</strong></p>
<p>- não fumar<br />
- evitar o sedentarismo<br />
- aumentar o exercício físico<br />
- alimentação correcta<br />
- reduzir a ingestão de álcool</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Diabetes: complicações</title>
		<link>http://www.hospitata.com/complicacoes</link>
		<comments>http://www.hospitata.com/complicacoes#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jul 2007 23:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>

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		<description><![CDATA[Complicações agudas

Visão turva por lipémia da retina
Língua seca  por lesões fúngicas; causa de polidipsia
Infecções por diminuição da vascularização periférica, por diminuição da imunidade (glicose = óptimo meio de cultura), neuropatias permitem evolução silenciosa das infecções
Hipotensão
Taquicárdia
Desidratação
Hipoglicémia
Neuropatias
Lesões lipomatosas no local da injecção, como consequência da má administração de insulina

Complicações tardias
As complicações tardias da diabetes mellitus correspondem a lesões que surgem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Complicações agudas</strong></p>
<ul>
<li>Visão turva por lipémia da retina</li>
<li>Língua seca  por lesões fúngicas; causa de polidipsia</li>
<li>Infecções por diminuição da vascularização periférica, por diminuição da imunidade (glicose = óptimo meio de cultura), neuropatias permitem evolução silenciosa das infecções</li>
<li>Hipotensão</li>
<li>Taquicárdia</li>
<li>Desidratação</li>
<li>Hipoglicémia</li>
<li>Neuropatias</li>
<li>Lesões lipomatosas no local da injecção, como consequência da má administração de insulina</li>
</ul>
<p><strong>Complicações tardias</strong></p>
<p>As complicações tardias da diabetes mellitus correspondem a lesões que surgem em vários órgãos, após a “exposição” prolongada a esta doença.</p>
<p>Este tipo de complicações relaciona-se principalmente com alterações vasculares, tanto nos pequenos como nos grandes vasos. No entanto, também outros tipos celulares são afectados, e as doenças que surgem acabam por ser o resultado do somatório dos efeitos da microangiopatia, macroangiopatia e lesão directa sobre os órgãos, variando a contribuição de cada um destes em cada órgão em particular.</p>
<ul>
<li>Retinopatia tem 2 estadios: <strong>retinopatia diabética proliferativa</strong>, caracterizada por microaneurismas, hemorragias e exsudados algodonosos; <strong>retinopatia diabética não proliferativa</strong>, caracterizada pela neovascularização da retina, com consequente hemorragia, fibrose e, por fim, descolamento</li>
<li>Cataratas por glicação das proteínas do cristalino, opacificando-o</li>
<li>Glaucoma por neovascularização; não há uma correcta drenagem do humor aquoso, com consequente hipertensão intra-ocular</li>
<li>HTA - não se sabe ao certo se é uma complicação ou um factor de risco que agrava as complicações</li>
<li>AVC’s</li>
<li>Isquémia do miocárdio</li>
<li>Nefropatia diabética &#8211; inicialmente dá-se um aumento da filtração glomerular, com hipertrofia do rim, devido à hiperglicémia e à poliúria que ela induz. Depois, começam a ocorrer fenómenos de lesão renal, com espessamento da membrana basal glomerular e hipertrofia glomerular, começando a taxa de filtração glomerular a baixar. Após esta fase, as lesões glomerulares vão-se tornando mais importantes, ocorrendo microalbuminúria. Segue-se uma fase de proteinúria, que se vai tornando mais intensa, com uma diminuição mais significativa da taxa  de filtração glomerular , que culmina na falência renal terminal.</li>
<li>Neuropatia diabética que se pode apresentar sob várias formas. A <strong>polineuropatia diabética</strong> afecta a sensibilidade e a motricidade de todo o corpo, em geral; a <strong>mononeuropatia diabética</strong> é menos frequente e afecta o território de um nervo apenas ( se afecta mais do que um, chama-se mononeuropatia multiplex); <strong>neuropatia autonómica</strong>, que envolve todo o sistema nervoso vegetativo.</li>
<li>Disfunção sexual eréctil</li>
<li>Claudicação intermitente</li>
<li>Osteopatia</li>
<li>Úlceras neuropáticas = <strong>pé diabético</strong></li>
</ul>
<p>Destaca-se o <strong>síndrome X</strong> da diabetes, que se caracteriza pelo seguinte:<br />
- Resistência à insulina<br />
- Hipertensão<br />
- Dislipidémia<br />
- Obesidade central ou visceral<br />
- Disfunção endotelial<br />
- Doença cardiovascular acelerada</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Diabetes: clínica</title>
		<link>http://www.hospitata.com/clinica</link>
		<comments>http://www.hospitata.com/clinica#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jul 2007 22:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>

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		<description><![CDATA[Quadro clínico típico da DM tipo 1:

Acentuada perda de peso
Falta de apetite
Falta de forças
Grande fatigabilidade
Polidipsia = necessidade de beber muita água
Poliúria = urinar em grande quantidade
Polaquiúria = necessidade de urinar frequentemente

 Quadro clínico típico da DM tipo 2:

Idade igual ou superior a 40 anos
Obesidade
Polifagia = muita vontade de comer
Polidipsia
Poliúria
Fatigabilidade
Visão turva
Glicémias bastante elevadas
Glicosúria sem cetonúria

Quadro clínico da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quadro clínico típico da DM tipo 1:</strong></p>
<ul>
<li>Acentuada perda de peso</li>
<li>Falta de apetite</li>
<li>Falta de forças</li>
<li>Grande fatigabilidade</li>
<li>Polidipsia = necessidade de beber muita água</li>
<li>Poliúria = urinar em grande quantidade</li>
<li>Polaquiúria = necessidade de urinar frequentemente</li>
</ul>
<p> <strong>Quadro clínico típico da DM tipo 2:</strong></p>
<ul>
<li>Idade igual ou superior a 40 anos</li>
<li>Obesidade</li>
<li>Polifagia = muita vontade de comer</li>
<li>Polidipsia</li>
<li>Poliúria</li>
<li>Fatigabilidade</li>
<li>Visão turva</li>
<li>Glicémias bastante elevadas</li>
<li>Glicosúria sem cetonúria</li>
</ul>
<p><strong>Quadro clínico da cetoacidose diabética<br />
</strong>= combinação da deficiência de insulina com um aumento das hormonas contra-regulatórias circulantes</p>
<p>A cetoacidose diabética pode ser precipitada por:<br />
• Administração deficiente de insulina<br />
• Infecções (devem pesquisar-se sinais de infecção como febre e outros)<br />
• Enfartes (acidentes trombo-embólicos)</p>
<p>As alterações metabólicas referidas mais acima ficam exacerbadas.</p>
<p>Assim:<br />
• Aumenta-se a produção hepática de glicose (gliconeogénese e glicogenólise) e reduz-se a sua utilização periférica, levando a uma hiperglicémia intensa.<br />
• Ocorre proteólise muscular, aumentando os aminoácidos circulantes, que vão ser captados e degradados no fígado<br />
• Ocorre lipólise intensa no tecido adiposo, com consequente aumento dos ácidos gordos em circulação.</p>
<p>Os ácidos gordos em circulação vão ser captados pelo fígado. Em condições normais, o fígado produziria VLDL’s a partir deles mas, a hipoinsulinémia e a hiperglicaginémia estimulam a sua beta-oxidação. Assim, produzem-se muitas VLDL (hiperlipoproteinémia e hipertrigliceridémia), mas grande parte dos ácidos gordos vai ser oxidada a acetil-CoA.</p>
<p>O excesso de acetil-CoA e a conjuntura hormonal, vão promover desta forma a formação de corpos cetónicos (acetoacetato e β-hidroxibutirato). Estes vão entrar em circulação e provocar o que se designa por cetose ou hipercetonémia. Os corpos cetónicos, no pH alcalino do sangue, existem sobre a forma de cetoácidos. São tamponados pelo sistema do bicarbonato mas, quando estão em grandes quantidades, suplantam este sistema protector e provocam acidose. Essa acidose, por ser provocada por cetoácidos, designa-se cetoacidose.</p>
<p>A cetoacidose é uma acidose metabólica (diminuição do pH com diminuição do HCO3-) com aumento do anion gap, pelo excesso de cetoácidos.</p>
<ul>
<li>Poliúria, polidipsia, polifagia = 3 P’s</li>
<li>Hiperglicémia intensa</li>
<li>Proteólise muscular, com aumento dos aa’s circulantes</li>
<li>Hiperlipoproteinémia</li>
<li>Hipertrigliceridémia</li>
<li>Cetose/hipercetonémia</li>
<li>Cetoacidose</li>
<li>Glicosúria</li>
<li>Cetonúria</li>
</ul>
<p> <em>como consequência de náuseas e  vómitos:</em></p>
<ul>
<li>Diminuição do volume intravascular</li>
<li>Hiperosmolaridade</li>
<li>Hipercaliémia e deplecção de electrólitos                                     </li>
</ul>
<p><em>por perda de líquidos:</em></p>
<ul>
<li>Desidratação </li>
<li>Hipotensão</li>
<li>Taquicárdia compensatória</li>
<li>Respiração de Kussmaul = por estimulação do centro respiratório</li>
</ul>
<p><em> como consequência da hiperosmolaridade no SNC:</em></p>
<ul>
<li>Letargia</li>
<li>Estupor </li>
<li>Coma</li>
</ul>
<p> <strong>Quadro clínico do coma hiperosmolar não cetótico<br />
</strong>= relativa deficiência em insulina, com diminuição das hormonas contrarregulatórias em circulação</p>
<p>A fisiopatologia do coma hiperosmolar não cetótico é muito semelhante à da cetoacidose diabética. No entanto, como não há uma deficiência absoluta de insulina, não atinge um estado tão avançado.</p>
<p>Os factores desencadeantes são semelhantes aos da ceoacidose diabética.</p>
<p>A par da relativa deficiência em insulina, há menor quantidade de hormonas contrarregulatórias da insulina em circulação. Isto é uma das explicações possíveis para a menor quantidade de ácidos gordos em circulação e para a ausência de produção de cetoácidos que distinguem o coma hiperosmolar não cetótico da cetoacidose diabética.</p>
<ul>
<li>Hiperglicémia, mais elevada do que na cetoacidose diabética</li>
<li>Hiperlipoproteinémia, menos intensa</li>
<li>Hipertrigliceridémia, menos intensa</li>
<li>Cetose/hipercetonémia</li>
<li>Cetoacidose</li>
<li>Cetonúria</li>
<li>Ligeira acidose, por produção de lactato</li>
<li>Glicosúria</li>
<li>Poliúria</li>
<li>Alteração do estado mental</li>
<li>Letargia</li>
<li>Convulsões</li>
<li>Coma</li>
<li>Desidratação</li>
<li>Hipotensão</li>
<li>Taquicárdia</li>
</ul>
<p>Também ocorre, tal como na cetoacidose, diminuição do volume intravascular com depleção de electrólitos, o que leva à hiperosmolaridade.<br />
 </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Diabetes: diagnóstico</title>
		<link>http://www.hospitata.com/diagnostico</link>
		<comments>http://www.hospitata.com/diagnostico#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jul 2007 22:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.hospitata.com/diagnostico</guid>
		<description><![CDATA[O diagnóstico sintomático da diabetes não é difícil. Quando o paciente apresenta sintomas atribuíveis a uma diurese osmótica e tem hiperglicémia, o diagnóstico é inequívoco. O problema põe-se qundo o paciente por uma razão ou outra é considerado como sendo um potencial diabético, mas tem uma concentração normal de glicose no plasma.
Resumindo, os critérios de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O diagnóstico sintomático da diabetes não é difícil. Quando o paciente apresenta sintomas atribuíveis a uma diurese osmótica e tem hiperglicémia, o diagnóstico é inequívoco. O problema põe-se qundo o paciente por uma razão ou outra é considerado como sendo um potencial diabético, mas tem uma concentração normal de glicose no plasma.<br />
Resumindo, os critérios de diagnóstico são sobretudo bioquímicos, sendo, no entanto, relevantes os sintomas de polifagia, polidipsia e poliúria.</p>
<p>Os critérios para diagnóstico da diabetes são os seguintes:</p>
<p>1. <strong>Jejum</strong>: concentração de glicose plasmática venosa ≥7.8 mmol/L (140 mg/dL), pelo pelos em duas medidas separadas</p>
<p>2. <strong>Após ingestão de 75 g de glicose</strong>: concentração de glicose plasmática venosa ≥ 11.1 mmol/L (200 mg/dL) às duas horas e pelo menos noutra medição durante o período das duas horas do teste</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Diabetes: patogénese</title>
		<link>http://www.hospitata.com/patogenese</link>
		<comments>http://www.hospitata.com/patogenese#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jul 2007 22:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.hospitata.com/patogenese</guid>
		<description><![CDATA[DM tipo 1
A DM tipo 1 desenvolve-se pela acção sinérgica de factores genéticos, ambientais e imunológicos, que culminam na destruição das células β do pâncreas.
Indivíduos com uma susceptibilidade genética têm massa de células β normal nos primeiros anos de vida. No entanto, começam num, dado ponto, a perder células β em consequência dos fenómenos auto-imunes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DM tipo 1</strong></p>
<p>A DM tipo 1 desenvolve-se pela acção sinérgica de factores genéticos, ambientais e imunológicos, que culminam na destruição das células β do pâncreas.<br />
Indivíduos com uma susceptibilidade genética têm massa de células β normal nos primeiros anos de vida. No entanto, começam num, dado ponto, a perder células β em consequência dos fenómenos auto-imunes, o que ocorre durante meses ou anos.<br />
À medida que as células β vão sendo destruídas, a produção de insulina vai ficando prejudicada e vai reduzindo progressivamente. Durante algum tempo, a produção de insulina mantém-se em níveis suficientes para suportar as quantidades normais de glicose ingerida. Este período varia de indivíduo para indivíduo.<br />
A passagem deste período para diabetes estabelecida, está geralmente associada a descompensações provocadas pelo aumento das necessidades em insulina, como em infecções ou na puberdade.<br />
A partir do momento em que há manifestações clínicas de diabetes, pode existir um período de “honeymoon”, em que o controlo da glicémia se consegue com baixas doses de insulina ou mesmo nenhumas (em casos raros). No entanto este período não se mantém permanentemente e, mais tarde ou mais cedo, o indivíduo torna-se deficiente em insulina, com a completa destruição das células β.</p>
<p><strong>DM tipo 2</strong></p>
<p>A DM tipo 2 é uma alteração de etiologia complexa, que se desenvolve em resposta a factores genéticos e ambientais.<br />
Embora exista controvérsia, pensa-se que a resistência à insulina seja o factor primário. Dessa forma, os defeitos na secreção de insulina e o aumento de produção hepática de glicose surgiriam subsequentemente ao surgimento da resistência.</p>
<p>A resistência à insulina consiste na incapacidade da insulina de actuar sobre os tecidos-alvo. Trata-se de uma incapacidade relativa, uma vez que valores muito elevados de insulina exercem os efeitos adequados. Desconhece-se o mecanismo molecular responsável pela insensibilidade dos tecidos. Pensa-se que poderá estar relacionado com alterações ao nível dos mecanismos de transdução intracelular de sinal.<br />
As consequências desta alteração vão-se fazer sentir nos tecidos que dependem da insulina para a utilização adequada da glicose, especialmente o músculo e o fígado. </p>
<p>A obesidade, principalmente a central ou visceral, está frequentemente associada à DM tipo 2. Os adipócitos produzem uma série de substâncias (leptinas, ácidos gordos livres, TNF) que modulam processos como a secreção de insulina e a sua acção, podendo contribuir para a resistência à insulina.</p>
<p>Inicialmente, a resistência à insulina é compensada por um aumento de secreção de insulina. No entanto, passado algum tempo, as células β ficam “esgotadas” e tornam-se incapazes de suster o estado hiperinsulinémico. Segue-se um agravamento progressivo de todo o sistema de regulação da hiperglicémia, com a diminuição da secreção de insulina e um aumento na produção hepática de glicose, que podem culminar numa falência das células β.</p>
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		<title>Diabetes: definição e classificação</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jul 2007 22:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>

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		<description><![CDATA[A diabetes mellitus (DM) é a doença endocrinológica mais comum, caracterizada por anomalias metabólicas e por complicações a longo termo que envolvem os olhos, os rins, os nervos e os vasos sanguíneos.
 A DM pode classificar-se, segundo a clínica, ou segundo a sua etiologia.
 Classificação clínica (clássica):
- Primária
Tipo 1 – insulino-dependente (IDDM)
Tipo 2 – não insulino-dependente (NIDDM)
- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A diabetes mellitus (DM) é a doença endocrinológica mais comum, caracterizada por anomalias metabólicas e por complicações a longo termo que envolvem os olhos, os rins, os nervos e os vasos sanguíneos.<br />
 A DM pode classificar-se, segundo a clínica, ou segundo a sua etiologia.</p>
<p> <em>Classificação clínica (clássica):</em></p>
<p><strong>- Primária</strong></p>
<p>Tipo 1 – insulino-dependente (IDDM)<br />
Tipo 2 – não insulino-dependente (NIDDM)</p>
<p><strong>- Secundária<br />
</strong>Doenças pancreáticas<br />
Doenças hormonais<br />
Fármacos</p>
<p><strong>- Diabetes gestacional</strong></p>
<p><em>Classificação etiológica:</em></p>
<p><strong> Tipo 1</strong></p>
<p>- auto-imune, mediada por anticorpos (A)<br />
 - idiopática (B)</p>
<p> <strong>Tipo 2</strong></p>
<p>- resistência à insulina e/ou defeito na secreção</p>
<p> <strong>Outros tipos específicos de diabetes:</strong></p>
<p>• Defeitos genéticos das células ß (inclui MODY’s)<br />
• Defeitos genéticos da acção da insulina<br />
• Doenças exócrinas do pâncreas (pancreatite, pancreatectomia, neoplasia, fibrose quística, hemocromatose,&#8230;)<br />
• Doenças endócrinas (acromegalia, Cushing, glicaginoma, feocromocitoma, hipertiroidismo, somatostatinoma)<br />
• Induzida por fármacos ou químicos<br />
• Induzida por infecções (rubéola congénita, citomegalovírus, coxsackie)<br />
• Formas vulgares mediadas pelo sistema imunitário<br />
• Outros síndromes genéticos frequentemente associados a diabetes</p>
<p>A <strong>diabetes gestacional ou gravídica</strong> caracteriza-se por intolerância à glicose, desenvolvendo-se e sendo primeiramente identificada durante a gravidez. Esta resistência resulta de alterações metabólicas nas fases tardias da gravidez, que aumentam os requerimentos de insulina e podem assim levar a hiperglicémia.</p>
<p> A <strong>DM tipo 1</strong>, é uma doença auto-imune, associada à supressão de insulina, aparecendo tipicamente em indivíduos jovens. Tem por base uma destruição das células β dos ilhéus de Langerhans, resultando geralmente numa deficiência absoluta de insulina. Os doentes que dela padecem necessitam de insulina para sempre!</p>
<p> A <strong>DM tipo 2</strong>, é típica do adulto, caracterizada por obesidade, associando-se a maus hábitos alimentares.</p>
<p> Consiste num grupo heterogéneo de doenças caracterizadas por graus variáveis de:<br />
• Resistência à insulina<br />
• Diminuição da secreção de insulina<br />
• Aumento de produção de glicose</p>
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