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	<title>Hospitata &#187; Cirurgia Vascular</title>
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	<description>O seu Hospital Online</description>
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		<title>Tromboangeíte obliterante &#8211; generalidades</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 21:09:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Vascular]]></category>

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		<description><![CDATA[A tromboangeíte obliterante, ou Doença de Buerger, é uma doença vaso-oclusiva, que envolve vasos de pequeno e médio calibre das extremidades dos membros superiores e inferiores.
Há quem a descreva como sendo uma doença inflamatória que envolve os feixes neurovasculares, afectando indivíduos novos, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos.
Embora rara, a isquémia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A tromboangeíte obliterante, ou Doença de Buerger, é uma doença vaso-oclusiva, que envolve vasos de pequeno e médio calibre das extremidades dos membros superiores e inferiores.</p>
<p>Há quem a descreva como sendo uma doença inflamatória que envolve os feixes neurovasculares, afectando indivíduos novos, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos.</p>
<p>Embora rara, a isquémia crónica nos jovens pode ter como etiologia a compressão extrínseca arterial, nomeadamente da artéria popliteia por inserção anómala dos gémeos ou  a redução do lúmen arterial por doença quística da adventícia.</p>
<p>Associa-se amplamente aos hábitos tabágicos. Como se pode ver no <em>image challenge</em> apresentado no  <a href="http://content.nejm.org/" target="_blank">The New England Journal of Medicine</a> as lesões das extremidades podem ser bastante exuberantes.</p>
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		<title>Trombose Venosa &#8211; Definições</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 21:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologia Venosa Membros Inferiores]]></category>

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		<description><![CDATA[Outros conceitos que se confundem com a trombose venosa mas que são distintos.
Trombo-embolismo venoso = êmbolos que, indo através da corrente sanguínea, se vão alojar nas artérias pulmonares, provocando uma embolia pulmonar.
Tromboflebite  (Trombose Venosa Superficial) = trombose venosa em que é dominante clinicamente a reacção venosa parietal ao trombo no seu interior; fenómeno inflamatório que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outros conceitos que se confundem com a trombose venosa mas que são distintos.</p>
<p><strong>Trombo-embolismo venoso</strong> = êmbolos que, indo através da corrente sanguínea, se vão alojar nas artérias pulmonares, provocando uma embolia pulmonar.</p>
<p><strong>Tromboflebite </strong> (Trombose Venosa Superficial) = trombose venosa em que é dominante clinicamente a reacção venosa parietal ao trombo no seu interior; fenómeno inflamatório que se observa à superfície, causado por infecções exteriores, iatrogénicas. A circulação é lenta.</p>
<p><strong>Flebotrombose</strong> (Trombose venosa profunda) = trombose venosa na fase inicial, com trombo pouco aderente à parede da veia e, por isso, em regra, silencioso, mas com grande risco de se destacar e embolizar. Este facto explica as situações de embolia pulmonar sem sinais ou sintomas de trombose venosa. Neste caso, há rubor e dor aderente à parede da veia. Há obstáculo à circulação, pelo que o sangue não ascende e há formação de edema. A dor e o edema originam impotência funcional, a estase condiciona o aparecimento de cianose. Como o sangue não circula na profundidade, reflui para a rede venosa superficial, dilatando-a. Há edema dos músculos gémeos, que condiciona o aparecimento do sinal de Homans, em que a dorsiflexão do pé causa dor.</p>
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		<title>Trombose Venosa &#8211; Evolução dos trombos</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 17:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologia Venosa Membros Inferiores]]></category>

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		<description><![CDATA[Após o estabelecimento da obstrução venosa no sistema profundo e mantendo-se esta situação, o sangue tende a derivar para o sistema superficial, num sentido anti-fisiológico (da profundidade para a superfície). As veias superficiais tornam-se assim varicosas, serpiginosas e são designadas por varizes secundárias.
Com o decorrer do tempo, uma boa percentagem de trombos tende a recanalizar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após o estabelecimento da obstrução venosa no sistema profundo e mantendo-se esta situação, o sangue tende a derivar para o sistema superficial, num sentido anti-fisiológico (da profundidade para a superfície). As veias superficiais tornam-se assim varicosas, serpiginosas e são designadas por varizes secundárias.</p>
<p>Com o decorrer do tempo, uma boa percentagem de trombos tende a recanalizar, restabelecendo-se assim a permeabilidade, embora não se recupere a função valvular. Com a recanalização é restabelecida a anarquia completa dos dois sistemas. No sistema venoso profundo o sangue venoso sobe e desce, encontrando-se em comunicação com o sistema superficial (avalvular), onde o sangue também sobe e desce.</p>
<p>Neste estadio, ocorre uma grande degradação da pele, que se manifesta clinicamente por uma lesão distrófica, que nunca mais cicatriza e não tem resolução cirúrgica.</p>
<p>Está assim estabelecido o quadro de insuficiência venosa crónica que é o end-stage da trombose venosa crónica.</p>
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		<title>Trombose Venosa &#8211; Complicações</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 17:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologia Venosa Membros Inferiores]]></category>

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		<description><![CDATA[No processo de formação, o trombo expande-se rapidamente a partir da sua origem. Tem tendência para ascender na circulação, no sentido proximal (geralmente do plexo solhar até à veia popliteia), com início do quadro sindromático. À medida que o trombo vai ascendendo, vai ocluindo mais colaterais e a situação agrava-se progressivamente.
 
A médio ou a longo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No processo de formação, o trombo expande-se rapidamente a partir da sua origem. Tem tendência para ascender na circulação, no sentido proximal (geralmente do plexo solhar até à veia popliteia), com início do quadro sindromático. À medida que o trombo vai ascendendo, vai ocluindo mais colaterais e a situação agrava-se progressivamente.<br />
 <br />
A médio ou a longo prazo, a trombose venosa profunda origina, no território distal, estase sanguínea e destruição valvular, dando origem a um síndrome que é designado por insuficiência venosa crónica.<br />
        <br />
Os trombos podem fragmentar-se originando uma embolia pulmonar, cujo quadro clínico se encontra a seguir caracterizado:<br />
- Dispneia<br />
- Dor tipo pontada<br />
- Hemoptise<br />
- Opressão pré-cordial<br />
- Síncope<br />
- Arritmia cardíaca<br />
- Insuficiência cardíaca aguda<br />
- Hipotensão<br />
- Choque</p>
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		<title>Trombose Venosa &#8211; Meios de Diagnóstico</title>
		<link>http://www.hospitata.com/trombose-venosa-meios-de-diagnostico</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 17:43:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologia Venosa Membros Inferiores]]></category>

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		<description><![CDATA[Os meios de diagnóstico são essencialmente três:
- Eco-Doppler a cores
- Flebografia (permite uma boa visualização do trombo; observa-se a passagem de um pequeno fio de contraste entre o trombo e a veia – imagem vítrea)
- TAC (permite a observação dos trombos, nomeadamente a distinção entre oclusivos e flutuantes)
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Os meios de diagnóstico são essencialmente três:</p>
<p>- Eco-Doppler a cores</p>
<p>- Flebografia (permite uma boa visualização do trombo; observa-se a passagem de um pequeno fio de contraste entre o trombo e a veia – imagem vítrea)</p>
<p>- TAC (permite a observação dos trombos, nomeadamente a distinção entre oclusivos e flutuantes)</p>
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		<title>Trombose Venosa &#8211; Diagnóstico</title>
		<link>http://www.hospitata.com/trombose-venosa-diagnostico</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 17:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologia Venosa Membros Inferiores]]></category>

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		<description><![CDATA[O diagnóstico de trombose venosa profunda é muito difícil. Apesar da sintomatologia parecer muito evidente, nem sempre o é. Por exemplo, se o doente está acamado, o edema não é tão evidente como se o doente estivesse de pé. Só em 30-40% dos casos o quadro clínico é totalmente evidente.
Dado que várias situações podem ocasionar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O diagnóstico de trombose venosa profunda é muito difícil. Apesar da sintomatologia parecer muito evidente, nem sempre o é. Por exemplo, se o doente está acamado, o edema não é tão evidente como se o doente estivesse de pé. Só em 30-40% dos casos o quadro clínico é totalmente evidente.</p>
<p>Dado que várias situações podem ocasionar dor e edema dos membros inferiores, base do diagnóstico clínico das tromboses venosas, é necessária, para fazer este diagnóstico, uma boa carcaterização dos sintomas, a valorização da existência de factores de risco trombótico e um grande espírito de alerta.</p>
<p>A clínica é, pelas razões expostas, difícil e nem sempre fiável, devendo considerar-se os seguintes diagnósticos diferenciais:</p>
<p>• Lesões musculares, de contusão ou rotura;<br />
• Lesões osteo-articulares;<br />
• Lesões de ligamentos;<br />
• Rotura de quisto de Baker (quisto sinovial da região popliteia);<br />
• Linfangite / Linfedema com celulite<br />
• Isquémia aguda dos membros inferiores<br />
• Compressão extrínseca das veias e linfáticos periféricos</p>
<p>Nem sempre os trombos ocluem completamente um vaso e podem não ter consequências hemodinâmicas &#8211; trombos flutuantes. Pode haver dor mas não existir edema ou cianose. Este tipo de trombos são os mais graves pois são livres e a qualquer momento podem destacar-se, originando a já referida embolia pulmonar, que pode provocar a morte súbita do doente.</p>
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		<title>Trombose Venosa &#8211; Fisiopatologia e definições</title>
		<link>http://www.hospitata.com/trombose-venosa-fisiopatologia-e-definicoes</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 17:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologia Venosa Membros Inferiores]]></category>

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		<description><![CDATA[Trombose venosa = formação de um trombo no lúmen das veias, como consequência de uma alteração do equilíbrio normal dos mecanismos da hemostase.
 
Fisiopatologia
 A normal fluidez do sangue venoso é consequência de uma complexa interacção de factores de coagulação e de fibrinólise, os quais são, por sua vez, controlados por factores activadores e inibidores. Alterações deste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trombose venosa = formação de um trombo no lúmen das veias, como consequência de uma alteração do equilíbrio normal dos mecanismos da hemostase.<br />
 <br />
<strong>Fisiopatologia</strong></p>
<p> A normal fluidez do sangue venoso é consequência de uma complexa interacção de factores de coagulação e de fibrinólise, os quais são, por sua vez, controlados por factores activadores e inibidores. Alterações deste sistema complexo poderão levar a situações de hemorragia ou trombose.</p>
<p>Quando existe um desvio da coagulação ou um défice da fibrinólise, o sangue coagula preferencialmente nos membros inferiores, em particular, nas zonas de maior estase sanguínea, ou seja, nos seios venosos do solhar (85%) e, numa menor percentagem (15%), na veia femoral.<br />
 Como factores etiopatogénicos da trombose venosa, continuam a ser considerados os clássicos da <em>tríade de Virchow</em>, descrita em 1895, a saber:</p>
<p>• Estase venosa<br />
• Alteração de factores da coagulação no sentido da hipercoagulação<br />
• Lesão do endotélio venoso</p>
<p><strong>Definições</strong></p>
<p>Seguem-se outros conceitos que se confundem com a trombose venosa mas que são distintos.</p>
<p><em>Trombo-embolismo venoso</em> = êmbolos que, indo através da corrente sanguínea, se vão alojar nas artérias pulmonares, provocando uma embolia pulmonar.</p>
<p><em>Tromboflebite  (Trombose Venosa Superficial)</em> = trombose venosa em que é dominante clinicamente a reacção venosa parietal ao trombo no seu interior; fenómeno inflamatório que se observa à superfície, causado por infecções exteriores, iatrogénicas. A circulação é lenta.</p>
<p><em>Flebotrombose (Trombose venosa profunda)</em> = trombose venosa na fase inicial, com trombo pouco aderente à parede da veia e, por isso, em regra, silencioso, mas com grande risco de se destacar e embolizar. Este facto explica as situações de embolia pulmonar sem sinais ou sintomas de trombose venosa. Neste caso, há rubor e dor aderente à parede da veia. Há obstáculo à circulação, pelo que o sangue não ascende e há formação de edema. A dor e o edema originam impotência funcional, a estase condiciona o aparecimento de cianose. Como o sangue não circula na profundidade, reflui para a rede venosa superficial, dilatando-a. Há edema dos músculos gémeos, que condiciona o aparecimento do sinal de Homans, em que a dorsiflexão do pé causa dor.</p>
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		<title>Clínica das Varizes dos Membros Inferiores</title>
		<link>http://www.hospitata.com/clinica-das-varizes-dos-membros-inferiores</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 17:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologia Venosa Membros Inferiores]]></category>

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		<description><![CDATA[O Diagnóstico é feito por simples observação, mas deve ir além da simples constatação da existência de varizes, devendo estabelecer-se uma classificação etiológica, anatómica e fisiopatológica.
Na História Clínica é importante tentar saber o motivo da visita médica.
O principal sintoma das varizes é a dor localizada aos membros inferiores, de carácter difuso, em regra descrita como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Diagnóstico</strong> é feito por simples observação, mas deve ir além da simples constatação da existência de varizes, devendo estabelecer-se uma classificação etiológica, anatómica e fisiopatológica.</p>
<p>Na <strong>História Clínica</strong> é importante tentar saber o motivo da visita médica.<br />
O principal sintoma das varizes é a dor localizada aos membros inferiores, de carácter difuso, em regra descrita como uma sensação de peso que se vai instalando e agravando ao longo do dia. O doente com sintomas de insuficiência venosa está bem ao levantar. Por vezes, essa sensação de peso surge após períodos prolongados na posição de pé. O repouso e a elevação dos membros inferiores, bem como o uso de meias elásticas, são factores de alívio. Para além da dor e das pernas pesadas, os doentes podem ainda referir cãimbras, parestesias ou uma sensação de “pernas irrequietas” (<em>restless legs</em>).</p>
<p> A história clínica deve ainda estabelecer:<br />
• o início e as condições de aparecimento das varizes;<br />
• a sua relação com a gravidez;<br />
• a evolução, tratamentos efectuados e o seu resultado;<br />
• a existência de antecedentes familiares;<br />
• a existência de factores adjuvantes que favorecem o seu aparecimento, como a profissão do doente;<br />
• eventuais tromboses venosas prévias;<br />
• insuficiência arterial;<br />
• estado geral do doente.</p>
<p>Terminada a história, segue-se o <strong>Exame Clínico</strong>:</p>
<p><em>Inspecção</em></p>
<p>Doente na posição de pé, desnudado da cintura para baixo, de modo a permitir a observação do abdómen inferior, das regiões inguinais e dos membros inferiores. Pesquisa de rede venosa anómala. Observação da safena externa, com inspecção da face posterior dos membros.<br />
- Pesquisa de sinais premonitórios de doença venosa: fina rede de veias perimaleolares, coroa flebo-ectásica ou ankle-flare.<br />
- Sinais de insuficiência venosa crónica:<br />
- Pigmentação acastanhada (depósito de hemosiderina resultante da destruição dos eritrócitos extravasados para o tecido celular sub-cutâneo)<br />
- Lipodermatoesclerose do tecido celular sub-cutâneo (reacção inflamatória devido a hipertensão venosa); pele seca, brilhante e sem elasticidade<br />
- Úlceras venosas<br />
- Edema maleolar</p>
<p><em>Palpação</em></p>
<p>Palpar os trajectos varicosos, verificando se essa palpação desencadeia dor ou se se palpa zonas endurecidas.</p>
<p><em>Auscultação</em></p>
<p>Poderá revelar sopros nos casos de fístulas arterio-venosas.</p>
<p><em>Percussão</em></p>
<p>Não dá grande auxílio.</p>
<p>Em termos de <strong>Exames Complementares</strong>, temos à nossa disposição exames invasivos e exames não invasivos.</p>
<p><em>Exames Invasivos</em></p>
<p>A flebografia, a varicografia e o estudo intravenoso de pressões ambulatórias eram os métodos usados até aparecerem os métodos não invasivos. Actualmente usa-se, de entre estes, com mais frequência, a flebografia. Trata-se de um exame semelhante à arteriografia e consiste na injecção de uma substância de contraste no SVP com o doente em pé. O contraste ascende pela circulação profunda e, quando chega à virilha, pede-se ao doente para tossir (manobra de Valsalva). Se o SVS for avalvular, ocorrerá reflexo de sangue com contraste, permitindo a visualização da safena.<br />
As varizes podem ser originadas por incompetência da válvula da safena interna, da safena externa ou das comunicantes e tudo isso é demonstrável pela flebografia.</p>
<p><em>Exames Não Invasivos</em></p>
<p>O exame Doppler, o exame eco-Doppler, o exame eco-Doppler com cor e os exames de pletismografia são os principais.</p>
<p>Existem ainda as designadas Provas Funcionais. Normalmente é fácil identificar clinicamente o território da variz pela topografia. Contudo, por vezes, o sangue é compelido por colaterais, o que dificulta a identificação desse mesmo território. Existem diversos testes utilizados para o efeito:<br />
• Teste de Perthes (Prova de Delbert), permite estudar a permeabilidade e suficiência valvular profundas. Inicialmente com o doente em pé e as veias engurgitadas, coloca-se um garrote a meio da coxa. Pede-se ao doente para andar durante um minuto.<br />
 <br />
Se o Sistema Venoso Profundo estiver permeável e as veias comunicantes competentes, as varizes desaparecem. Se as veias continuarem distendidas durante a marcha, significa que o Sistema Venoso Profundo se encontra obstruído ou as suas válvulas são incompetentes, constituindo o Sistema Venoso Superficial a principal via de drenagem venosa do membro inferior. Este aspecto tem implicações terapêuticas, uma vez que a correcção do sistema superficial não corrige o problema. Quando se retira o garrote, as varizes reaparecem.  </p>
<p>• Teste de Brodie-Trendlenburg, permite determinar a origem do refluxo. Com o doente deitado, eleva-se a perna de modo a esvaziar o sistema venoso. Coloca-se um garrote na raíz da coxa (para testar a safena interna) ou na fossa popliteia (para testar a safena externa). Pede-se ao doente para se pôr de pé. Como o garrote controla o refluxo valvular, as veias encontram-se completamente vazias e enchem-se de baixo para cima, à medida que o sangue passa do sistema arterial para o venoso. Quando se retira o garrote, se existir refluxo, as veias enchem de cima para baixo e tornam a ficar dilatadas.<br />
 </p>
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		<item>
		<title>Varizes &#8211; Definição, incidência e etiopatogenia</title>
		<link>http://www.hospitata.com/varizes-definicao-incidencia-e-etiopatogenia</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Aug 2007 23:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologia Venosa Membros Inferiores]]></category>

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		<description><![CDATA[Definição
Varizes=veias superficiais dilatadas e tortuosas
 
Embora possam aparecer em várias áreas, tais como as regiões ano-rectal (hemorróidas), esófago (varizes esofágicas) ou cordão espermático (varicocelo), são de longe mais frequentes nos membros inferiores.
1. Varizes Primárias

sem etiologia definida; essenciais ou idiopáticas
elevada incidência de antecedentes de varizes na família
insuficiência/fraqueza parieto-valvular que origina refluxo do SVP para o SVS

Existem factores adjuvantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Definição</strong></p>
<p>Varizes=veias superficiais dilatadas e tortuosas<br />
 <br />
Embora possam aparecer em várias áreas, tais como as regiões ano-rectal (hemorróidas), esófago (varizes esofágicas) ou cordão espermático (varicocelo), são de longe mais frequentes nos membros inferiores.</p>
<p><em>1. Varizes Primárias</em></p>
<ul>
<li>sem etiologia definida; essenciais ou idiopáticas</li>
<li>elevada incidência de antecedentes de varizes na família</li>
<li>insuficiência/fraqueza parieto-valvular que origina refluxo do SVP para o SVS</li>
</ul>
<p>Existem factores adjuvantes ou precipitantes que ajudam a precipitar o aparecimento clínico destas varizes:</p>
<ul>
<li>profissões que obrigam a posição ortostática durante longos períodos de tempo</li>
<li>situações que aumenta  a pressão intra-abdominal (tumores, obstipação crónica,…)</li>
<li>alimentação pobre em fibras</li>
<li>gravidez (por pressão sobre as veias pélvicas e por acção hormonal)</li>
</ul>
<p><em>2. Varizes Secundárias</em></p>
<ul>
<li>menos frequentes que as primárias</li>
<li>causadas geralmente por trombose venosa profunda</li>
<li>podem ter causas congénitas, traumáticas ou até fístulas arterio- venosas</li>
</ul>
<p>Também, por vezes, são consideradas varizes, simples dilatações de vénulas sub-cutâneas, nas quais não se objectivam refluxos venosos. Estas vénulas, também designadas por telangiectasias ou varizes reticulares, apresentam trajectos rectilíneos, em ramos de árvore, em escova ou aspecto de aranhas venosas.<br />
São frequentes no sexo feminino e muitas vezes relacionadas com a puberdade, a gravidez ou a menopausa, o que sugere eventuais factores hormonais na sua etiologia.<br />
Não têm significado patológico, mas apenas estético e, como tal, devem ser explicadas e tratadas.<br />
Em termos de prevalência, nos adultos com menos de 55 anos, as varizes relevantes representam 5% e as patológicas 1,5%; nos adultos com mais de 55 anos, as varizes relevantes constituem 14% e as patológicas 8%.</p>
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		<title>Fisiopatologia Venosa</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Aug 2007 22:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologia Venosa Membros Inferiores]]></category>

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		<description><![CDATA[É através do sistema de veias descrito que o sangue venoso regressa das extremidades ao coração. Na posição erecta, este regresso tem de fazer-se contra a força da gravidade, força essa que representa a pressão hidrostática de uma coluna de líquido entre o coração e as extremidades e cujo valor, medido numa veia dorsal do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É através do sistema de veias descrito que o sangue venoso regressa das extremidades ao coração. Na posição erecta, este regresso tem de fazer-se contra a força da gravidade, força essa que representa a pressão hidrostática de uma coluna de líquido entre o coração e as extremidades e cujo valor, medido numa veia dorsal do pé, é de 100 mm Hg. Este movimento de retorno venoso é, assim, um movimento activo e os factores que contribuem para a sua progressão normal são os factores de retorno venoso.<br />
 <br />
Os dois principais factores de retorno venoso são:</p>
<p>1. a força de contracção dos músculos da perna nas suas locas aponevróticas;</p>
<p>2. as válvulas venosas.</p>
<p>Com a contracção muscular, o sangue venoso é “espremido” no interior das veias, facilmente colapsáveis devido à sua pobreza muscular, aumentando assim a pressão intravenosa. Esta acção compressiva é ajudada pelo facto de os músculos estarem envolvidos por aponevroses, o que permite uma optimização da compressão no seu lado interno. É por isto que este conjunto se chama bomba músculo-aponevrótica, a qual funciona como verdadeiro coração periférico. No entanto, toda esta acção compressiva seria ineficaz se não existissem as válvulas venosas. Sem elas, o sangue venoso seria espremido nos dois sentidos, superior e inferior, bem como no sentido da superfície, através das veias perfurantes. São as válvulas que, pela sua disposição, vão orientar a circulação de retorno venoso no sentido funcional, ou seja, apenas no sentido do coração e do sistema profundo.</p>
<p>Com o relaxamento muscular, o sangue venoso, na posição de pé, teria tendência natural a refluir, dado verificar-se agora uma diminuição de pressão no seu interior. Mais uma vez, tal não acontece, por acção das válvulas venosas. Durante o relaxamento muscular, as válvulas do sistema venoso profundo e superficial vão fechar-se, impedindo o refluxo venoso, e as válvulas das veias comunicantes, que se tinham fechado na contracção muscular, para impedirem a circulação de sangue venoso para o sistema superficial, vão abrir-se e permitir, pelo jogo de pressões, aspiração do sangue do sistema superficial para o profundo.<br />
 A bomba músculo-aponevrótica e o sistema valvular garantem o retorno venoso.<br />
Durante a fase de contracção muscular, na marcha, a expulsão activa do sangue venoso das extremidades para o coração provoca uma descida da pressão ortostática dos 100 mm Hg para valores de 20-30 mm Hg.<br />
Com o repouso, a pressão hidrostática vai subir de novo para o seu valor inicial. Esta subida é feita de maneira lenta, pois o repreenchimento das veias faz-se através dos capilares arteriais.</p>
<p>Na <strong>insuficiência venosa superficial</strong> (<strong>IVS</strong>), a descida dos valores da pressão venosa com os movimentos é menor do que em condições normais, pela maior dificuldade de expulsão do sangue. Fundamentalmente, o que vai acontecer é o regresso rápido às pressões iniciais de repouso, porque o sangue vai cair por refluxo directo, devido à insuficiência valvular.</p>
<p>Na <strong>insuficiência venosa profu</strong>nda (<strong>IVP</strong>), não há descida de pressão com os movimentos porque, devido a refluxo valvular profundo ou a obstrução das veias profundas, as contracções musculares não conseguem expelir eficazmente o sangue venoso dos membros inferiores. Deste facto resulta uma hipertensão venosa.</p>
<p><strong>Factores adjuvantes no retorno venoso:</strong></p>
<p>1. força de aspiração cardíaca durante a diástole da aurícula direita;<br />
2. força de aspiração respiratória durante a inspiração;<br />
3. força de inércia que ainda possui o sangue arterial ao entrar nos capilares venosos e vénulas, conhecida como vis a tergo, e que traduz o gradiente de pressão restante da força de contracção do ventrículo esquerdo;<br />
4. força de compressão da sístole arterial sobre as veias circundantes</p>
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