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	<title>Hospitata &#187; Casos clínicos</title>
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		<title>Rash cutâneo &#8211; Caso Clínico</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 23:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um homem de 34 anos, aparentemente saudável até então, recorre ao Serviço de Urgência (SU) com um rash cutâneo, com prurido associado, na metade inferior esquerda do tórax. O doente refere dor e edema no mesmo local 5 dias antes do aparecimento das lesões cutâneas, com consequente desaparecimento desses sintomas. Nega quaisquer outras alterações cutâneas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um homem de 34 anos, aparentemente saudável até então, recorre ao Serviço de Urgência (SU) com um rash cutâneo, com prurido associado, na metade inferior esquerda do tórax. O doente refere dor e edema no mesmo local 5 dias antes do aparecimento das lesões cutâneas, com consequente desaparecimento desses sintomas. Nega quaisquer outras alterações cutâneas no resto do corpo, qualquer exposição a novos medicamentos ou alimentos, picadas de insecto ou uso de novos sabonetes ou loções. O doente voltou recentemente de férias, de uma região tropical, onde fez snorkeling, negando quaisquer lesões ou exposições durante essa estadia. Nega febre, dispneia, sibilos, náuseas ou sintomas respiratórios altos.</p>
<p>O doente tem sinais vitais normais e a única alteração ao exame objectivo são 2 lesões distintamente lineares, eritematosas e vesiculopapulares na porção inferior esquerda do tórax. (ver imagem).</p>
<p align="center"><a href="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2008/01/rash-cutaneo.jpg" title="Rash Cutâneo"><img src="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2008/01/rash-cutaneo.jpg" alt="Rash Cutâneo" /></a></p>
<p><strong>Pista:</strong> O doente lembra-se de se ter encostado num coral enquanto fazia snorkeling.</p>
<p><strong>Diagnóstico: </strong>Reacção de hipersensibilidade tardia (tipo IV) por contacto com o coral.</p>
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		<title>Síncope &#8211;  Background teórico</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 11:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ondas f de Sawtooth f waves podem identificar-se nas derivações inferiores (II, III, aVF) e emV1; estas são as derivações onde as ondas de flutter são mais facilmente identificadas. Verifica-se também uma certa variabilidade na duração dos complexos QRS. No flutter auricular a frequência é geralmente 250-350 bpm; neste caso o ritmo é aproximadamente 300 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ondas f de Sawtooth f waves podem identificar-se nas derivações inferiores (II, III, aVF) e emV1; estas são as derivações onde as ondas de flutter são mais facilmente identificadas. Verifica-se também uma certa variabilidade na duração dos complexos QRS. No flutter auricular a frequência é geralmente 250-350 bpm; neste caso o ritmo é aproximadamente 300 bpm.Doentes com flutter auricular apresentam tipicamente uma resposta ventricular regular de cerca de 150 bpm como resultado de uma condução auriculo-ventricular nodal de 2:1 (AVN). Frequências mais baixas podem ocorrer em doenças do sistema de condução, como neste caso, ou com o uso de agentes que diminuem a frequência tais como os beta-bloqueantes, bloqueadores dos canais de cálcio ou digoxina. Os doentes com toxicidade provocada pela digoxina apresentam-se classicamente com taquicardia auricular ou flutter auricular com bloqueio variável.</p>
<p>O diagnóstico diferencial de um doente com uma frequência irregular no ECG (para além da variação respiratória e batimentos ventriculares ou auriculares prematuros) é fibrilhação auricular, flutter auricular e taquicardia auricular multifocal; a fibrilhação auricular é o diagnóstico diferencial mais comum.</p>
<p>O flutter auricular é um ritmo que tem uma elevada incidência nos idosos (cerca de 50-90 casos por 1000 pessoas com idades entre 65-90 anos). Os doentes podem apresentar um bloqueio variável (como neste caso), principalmente aqueles com doença do sistema de condução. Apesar de ser relativamente raro doentes com flutter auricular terem síncopes devido à lenta condução AVN na ausência de toxicidade ou efeito de fármacos, a síncope pode ocorrer quando o flutter auricular é &#8220;lento&#8221; (&lt;200 bpm), levando a uma condução AVN 1:1 e respostas ventriculares rápidas. Em doentes com disfunção subjacente do nódulo sinusal, a síncope pode acontecer quando termina o flutter auricular e o nódulo sinusal falha na recuperação rápida. Este é o chamado síndorme do nódulo doente ou síndrome taqui-bradi.</p>
<p>Neste caso, evidência de condução AVN alterada (ie, resposta ventricular lenta) e doença significativa do sistema de condução distal (bloqueio de ramo direito e bloqueio fascicular anterior esquerdo) sugerem que seja garantida uma colocação de pacemaker. A necessidade de medicação cardiológica para tratar as taquiarritmias (que podem ser intermitentes) é também uma indicação para a colocação de pacemaker.</p>
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		<title>Síncope &#8211; Caso clínico</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 11:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casos clínicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um homem de 82 anos é levado ao Serviço de Urgência (SU) por uma ambulância de emergência médica. O doente teve uma perda súbita da consciência, em casa, enquanto se dirigia à casa-de-banho. A mulher do doente ouviu um estrondo e encontrou o marido estendido no chão. A mesma refere que as extremidades superiores se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um homem de 82 anos é levado ao Serviço de Urgência (SU) por uma ambulância de emergência médica. O doente teve uma perda súbita da consciência, em casa, enquanto se dirigia à casa-de-banho. A mulher do doente ouviu um estrondo e encontrou o marido estendido no chão. A mesma refere que as extremidades superiores se movimentaram uma série de vezes e que os olhos se reviraram e que numa questão de um minuto ele acordou e perguntou o que tinha acontecido. O doente permaneceu estável durante o transporte, havendo no entanto referência ao facto de apresentar um pulso irregular e por vezes lento.</p>
<p>À chegada ao SU, o doente estava vigil e disperto, sem alterações aparentes do estado de consciência, não estando confuso ou obnubilado. Dada a ausência de sintomas premonitórios e o pulso arrítmico, o médico que o observou ficou preocupado com uma possível síncope de etiologia cardíaca.</p>
<p>O monitor cardíaco mostrava um ritmo irregular intermitente e uma frequência cardíaca de 62bpm. A pressão arterial era de 150/82 mm Hg e a sua saturação de oxigénio de 99% em ar ambiente. Pediu-se um ECG de 12 derivações (ver imagem).</p>
<p><a href="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2008/01/ecg.jpg" title="ECG de síncope"><img src="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2008/01/ecg.thumbnail.jpg" alt="ECG de síncope" /></a></p>
<p><strong>Pista:</strong> notar o ritmo auricular e a razão das despolarizações auricular-ventricular</p>
<p><strong>Diagnóstico:</strong> Flutter auricular com bloqueio variável</p>
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		<title>Osteocondromatose sinovial</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 23:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casos clínicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um homem de 39 anos dirige-se ao seu médico assistente com uma história de dor e rigidez no tornozelo direito, com 6 meses de evolução. A dor é de carácter insidioso e acompanhada por edema e rigidez da articulação tibio-társica.
Este doente apresenta incapacidade funcional na realização de movimentos da articulação. Apesar de recorrer a um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um homem de 39 anos dirige-se ao seu médico assistente com uma história de dor e rigidez no tornozelo direito, com 6 meses de evolução. A dor é de carácter insidioso e acompanhada por edema e rigidez da articulação tibio-társica.</p>
<p>Este doente apresenta incapacidade funcional na realização de movimentos da articulação. Apesar de recorrer a um auxiliar de marcha, tem incapacidade para realização das suas actividades diárias.</p>
<p>Não há qualquer história de traumatismo da articulação afectada. Não há história de febre, dor na coluna ou qualquer envolvimento de outras articulações. Não há história de doenças sexualmente transmissíveis e a história familiar é negativa para artrite.</p>
<p>Ao exame objectivo:<br />
- sinais vitais sem alterações;<br />
- auscultação cardíaca sem alterações;<br />
- ausência de rash ou exsudado peniano;<br />
- mobilização do tornozelo desencadeia desconforto na realização de movimentos passivos, revelando limitações na inversão e eversão e ainda na flexão e extensão;<br />
- À palpação apresenta sensação dolorosa ligeira;<br />
- Verifica-se edema duro do tornozelo;<br />
- Ausência de eritema ou aumento da temperatura local;<br />
- Restante exame objectivo sem alterações.</p>
<p>SA osteocondromatose sinovial,também designada condromatose sinovial, é uma proliferação monoarticular benigna da sinovial das articulações, bolsas ou tendões, com metaplasia cartilagínea. A proliferação do  líquido sinovial produz pequenos nódulos que se desintegram e migram para a cavidade articular. Na cavidade articular, a metaplasia transforma os nódulos em corpos cartilagínosos que cerscem e sofrem necrose central. A porção necrótica calcifica-se e, eventualmente, ossifica em vários graus. Grandes articulações, tais como joelho, anca, cotovelo e ombro são as mais afectadas; no entanto, como este caso ilustra, a doença pode envolver também outras articulações. Na realidade, qualquer superfície sinovial, incluindo as bolsas extra-articulares, pode ser afectada.</p>
<p>À medida que a doença progride,a articulação torna-se dolorosamente distendida, com vários corpos cartilaginosos, que podem rondar as centenas e podem resultar em sintomas mecânicos, tais como restrição de movimentos com eventual destruição da articulação e osteoartrite secundária.</p>
<p>TA incidência desta doença é 2-4 vezes superior no homem do que na mulher, com uma faixa etária média entre os 20-50 anos Geralmente resulta em  vários anos de dor e edema da articulação. Na altura da apresentação ao médico, a articulação já apresenta limitação dos movimentos. O doente pode ainda referir uma história de articulação &#8220;presa&#8221;. A transformação maligna para condrosarcoma ocorre geralmente após sinovectomias parciais de repetição, mas é geralmente referido.</p>
<p>As radiografias são geralmente diagnósticas; podem demonstrar a presença de corpos intra-articulares ossificados, podendo ainda existir sinais de osteoartrite. Na ausência de corpos ossificados, pode verificar-se edema dos tecidos moles.<a href="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2007/11/rx_osteocondrose_sinovial.jpg" title="RX Tíbio-társica"><img src="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2007/11/rx_osteocondrose_sinovial.thumbnail.jpg" alt="RX Tíbio-társica" /></a></p>
<p>A TC mostra as mesmas alterações que a radiografia, mas pode revelar corpos intra-articulares não ossificados. A RMN é a opção de escolha para demonstra derrames, alterações sinoviais e corpos intra-articulares.</p>
<p>O tratamento desta patologia assenta na sinovectomia, podendo no entanto haver recorrência, a menos que a sinovectomia seja total.</p>
<p><a href="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2007/11/rmn_t1_tibiotarsica_osteocondrose_sinovial.jpg" title="RMN tibio-társica osteocondrose sinovial"><img src="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2007/11/rmn_t1_tibiotarsica_osteocondrose_sinovial.thumbnail.jpg" alt="RMN tibio-társica osteocondrose sinovial" /></a><a href="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2007/11/rmn_imagem-invertida_tibiotarsica_osteocondrose_sinovial.jpg" title="RMN imagem invertida"><img src="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2007/11/rmn_imagem-invertida_tibiotarsica_osteocondrose_sinovial.thumbnail.jpg" alt="RMN imagem invertida" /></a><a href="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2007/11/rmn_t2_tibiotarsica_osteocondrose_sinovial.jpg" title="RMN tibio-társica osteocondrose sinovial - ponderação T2"><img src="http://www.hospitata.com/wp-content/uploads/2007/11/rmn_t2_tibiotarsica_osteocondrose_sinovial.thumbnail.jpg" alt="RMN tibio-társica osteocondrose sinovial - ponderação T2" /></a></p>
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		<title>Olho vermelho</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 12:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Sr. José, de 61 anos, dirigiu-se à Urgência  porque sentia “ardor” nos olhos, fotofobia, produção de lágrimas viscosas e visão turva. Há alguns meses tem notado a “vista vermelha”.
Após ter fornecido dados sobre a sua história clínica chegou-se à conclusão que padecia de patologia glaucomatosa, medicado com Alphagan® (hipotensor ocular –tartarato de brimoridina).
À anamnese seguiu-se a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Sr. José, de 61 anos, dirigiu-se à Urgência  porque sentia “ardor” nos olhos, fotofobia, produção de lágrimas viscosas e visão turva. Há alguns meses tem notado a “vista vermelha”.<br />
Após ter fornecido dados sobre a sua história clínica chegou-se à conclusão que padecia de patologia glaucomatosa, medicado com Alphagan® (hipotensor ocular –tartarato de brimoridina).<br />
À anamnese seguiu-se a observação ao biomicroscópio (com a lente de azul de cobalto), posterior à administração de um anestésico tópico e fluoresceína. A utilidade desta coloração, neste caso, foi “dupla”: procura de lesões oculares (que coram com o corante) e avaliação da qualidade do filme lacrimal, através da medição do But (Break-up time). Este índice, que é normal quando os seus valores são próximos de 8 segundos, permite avaliar a “disposição” do filme lacrimal e a permanência da coloração homogénea do globo ocular dada pela fluoresceína. O valor é obtido entre uma primeira visualização, com os olhos abertos fixamente (um avaliado de cada vez) , após um “tempo de latência” em que o doente fecha os olhos, e o início do “rompimento” do filme lacrimal.<br />
Seguiu-se a medição da pressão intra-ocular.</p>
<p>Deste caso, destaca-se não só a importância de uma correcta avaliação clínica do doente, mas também a relevância que tem o passado patológico e sintomatológico do mesmo. A história familiar é também um ponto importante a explorar.</p>
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