Relações Sociais
Disposição / Humor
Traços da Personalidade
Atitudes e Comportamentos / Padrões
Hábitos
Quando não temos muito tempo (o que acontece com frequência), apenas os pontos mais relevantes devem ser inquiridos numa primeira entrevista, deixando os restantes para uma ocasião subsequente.
Na avaliação da personalidade, a atenção deve ser prestada não só aos traços que levam às dificuldades, mas também aqueles que “fortalecem” o doente.
Relações sociais
Este ponto inclui as relações no trabalho (com colegas, autoridades e funcionários mais novos), amizades com o mesmo sexo e com o sexo oposto e relações íntimas. É importante perguntar ao doente se “faz amigos com facilidade”, se “tem muitos ou poucos amigos”, se “tem amigos próximos em quem possa confiar”. Pode também perguntar-se se, quando acompanhado, o doente é sociável e confiante ou envergonhado e reservado.
Humor habitual
O objectivo é descobrir o humor habitual da pessoa, não o presente ou recente. O entrevistador pergunta se o humor é habitualmente triste, melancólico ou alegre, estável ou inconstante. Se o humor for inconstante, o entrevistador pergunta quando tempo dura a sua alteração, se acontece espontaneamente ou relacionada com algum acontecimento.
Finalmente, pergunta-se ao doente se este mostra os seus sentimentos ou os esconde.
Traços da personalidade
Cada característica tem um lado positivo e outro negativo, sendo mais apropriado perguntar aos doentes onde se situam, entre os extremos.
Traços pessoais mais comuns (negativos)
estricto, exagerado, rígido
falta de auto-confiança
sensível
desconfiado, ciumento
ressentido
impulsivo
procura de atenção
dependente
irritável
agressivo
falta de preocupação pelos outros
atreito a ansiedade, preocupação
As características como o ciúme ou falta de sentimento em relação aos outros pode não ser revelada porque a pessoa tem vergonha deles ou não reconhece a sua presença.
É útil verificar as respostas, pedindo ao doente exemplos da sua vida recente.
Atitudes, crenças e padrões
Os pontos relevantes incluem atitudes face à doença, crenças religiosas e padrões morais. Geralmente, todos se tornam mais evidentes quando a história pessoal está a ser efectuada.
Hábitos
Apesar de não fazerem rigorosamente parte da personalidade, é útil questionar o doente acerca do consumo de tabaco, álcool e drogas ilícitas, uma vez que podem influenciá-la.