Habitualmente avalia-se a personalidade através de uma entrevista, em que se colhem os dados fundamentais e se fazem perguntas que caracterizam a personalidade prévia.
O mais difÃcil no estudo da personalidade é definir uma linha que separe o normal do patológico. Pode estabelecer-se que há uma alteração da personalidade quando esta causa sofrimento à pessoa em questão e aos outros. É complicado medir esta alteração, uma vez que não existem medidas válidas dos aspectos mais importantes da personalidade. No entanto, se, para além de uma história clÃnica cuidada e pormenorizada, quisermos ter uma apreciação mais rigorosa do paciente, podemos recorrer a testes psicológicos. Estes testes são sobretudo provas projectivas, ou seja, dá-se um estÃmulo à pessoa para que ela se projecte no teste.
• PAT (automatic perception tests): as pranchas PAT têm figuras concretas, i.e., representam um estÃmulo concreto. Pede-se à s pessoas que observem a figura e que contem uma história sobre aquilo que vêem. Consoante o que a pessoa conta, é avaliada, uma vez que, ao contar a história, a pessoa está a projectar-se nela
• Rochard: nestas pranchas simétricas, o estÃmulo é indefinido. Ao descrever o que vê, a pessoa tem mais liberdade de projecção.
Em ambos os casos, as respostas são avaliadas segundo vários critérios, como o tempo que demoram a responder e o impacto das cores; estes testes permitem avaliar os vários tipos de personalidade e sobretudo os mecanismos de defesa que as pessoas usam predominantemente.
Normalmente estas técnicas são utilizadas para avaliar personalidades normais, mas também detectam traços anormais.