Deve consultar-se um médico quando surgirem os seguintes sintomas, preferencialmente antes da instalação da paralisia:

  •  Febre
  • Mal estar
  • Vómitos
  • Cefaleias (dor de cabeça)
  • Paralisia

Na avaliação clínica o médico poderá testar os reflexos, a força muscular, a respiração e colher uma amostra de sangue para a pesquisa e contagem de anticorpos.

Em ambiente hospitalar é frequente o recurso à punção lombar para análise do líquor, ou líquido cefalo-raquidiano.

Não existe terapêutica específica para a poliomielite infantil; limitando-se o tratamento à paliação dos sintomas. Se se verificar envolvimento dos músculos respiratórios poderá ser necessário recorrer à ventilação assistida.

A poliomielite é provocada por um vírus que se propaga através do contacto com indivíduos infectados, da água e dos alimentos.

Nos indivíduos vacinados a poliomielite é extremamente rara, excepto em pessoas já adultas à data da introdução da vacina.

A poliomielite é uma doença grave causada por um vírus que danifica as células nervosas da medula espinhal que ocntrolam os músculos estriados. As manifestações iniciais mais comuns são a febre e os sintomas ligados ao processo infeccioso, como os vómitos e a dor de cabeça.

No contexto da evolução da doença surge o sintoma característico e mais grave: a paralisia.

A paralisia pode afectar músculos ou grupos musculares isolados, geralmente das pernas, mas pode afectar também todos os músculos estriados.

Geralmente, os músculos da cabeça e do pescoço não são afectados. A paralisia pode regredir preogressivamente mas muitas vezes deixa sequelas definitivas.

Existem duas formas de poliomielite:

  1. Poliomielite infantil;
  2. Poliomielite do adulto. 

O tratamento baseia-se na administração de antibióticos activos contra os estreptococos, principalmente a penicilina, e de medicamentos contra a febre (antipiréticos), tais como o paracetamol.

Deve-se também fazer um reforço hídrico oral (beber muita água), para evitar a desidratação e, se necessário, arrefecer a criança com compressas húmidas.

O médico aconselha, para além disso, repouso, uma alimentação ligeira (pastosa e fria de preferência) e o isolamento até à cura ou após 48 horas de antibioterapia.

O exame clínico é o primeiro passo em direcção ao diagnóstico. No caso de dúvida, o médico executa uma zaragatoa faríngea (exame com um cotonete na garganta) e uma análise do sangue para tentar localizar a presença de anticorpos contra os estreptococos.

Ao exame com a Zaragatoa, cujos resultados demoram apenas uns minutos a ser conhecidos, dá-se o nome de Pha directo.

O controlo clínico e biológico da função renal e cardíaca serve para detectar eventuais complicações após o aparecimento da doença.

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