Quando é que uma infecção por candida justifica a ida ao médico?

É necessário comunicar ao médico todos os sintomas de candidíase porque um atraso na administração da terapêutica pode tornar a cura mais difícil.

Uma vez que a Candida albicans faz parte da flora saprófita de várias zonas do organismo, a cultura das secreções vaginais, do exsudado da orofaringe ou de alguns tecidos, NÃO TEM INTERESSE DIAGNÓSTICO! O médico formula o diagnóstico de candidíase com base em alguns sintomas e através da observação das lesões.

Antes de prescrever a terapêutica, o médico tenta estabelecer, sempre que possível, a causa predisponente da candidíase. A terapêutica antimicótica (antifúngica), consiste na administração de nistatina, fármacos da classe dos imidazóis ou anfotericina, por via oral ou local. Para a candidíase vaginal, o médico geralmente receita óvulos ou cremes vaginais, cuja utilização se deve acompanhar de medidas de higiene escrupulosas. No caso de o parceiro sexual de mulher infectada ter sintomas, também ele deverá fazer terapêutica, devendo evitar as relações sexuais durante o período em que decorre o tratamento.

6th Jan, 2010

Candidíase – causas

A Candida albicans faz parte da flora da boca, da vagina e do intestino mas, as bactérias que se encontram no nosso organismo impedem a sua proliferação. A candida torna-se patogénica quando prolifera num ambiente favorável, ou seja, quando ocorre uma redução das defesas imunitárias do indivíduo. Por exemplo, o consumo de antibióticos que destroem as bactérias pode desencadear uma proliferação de fungos.

A susceptibilidade à candida aumenta durante a gravidez e é favorecida pela obesidade e pela diabetes, pois o excesso de açúcar no sangue favorece a proliferação de fungos.

A candidíase oral, também designada “sapinhos”, é mais frequente nos recém-nascidos, nos idosos e em indivíduos com defesas imunitárias reduzidas; nestes últimos, a candidíase pode estender-se até ao esófago.

A candidíase cutâneo-mucosa crónica está frequentemente associada a perturbações endócrinas como o hipotiroidismo ou o síndrome de Addison.

A candidíase disseminada ou sistémica atinge indivíduos afectados por doenças como a SIDA, leucemia ou diabetes descompensada, toxicodependentes, alcoólicos ou que são submetidos a terapêutica prolongada com antibióticos ou fármacos antineoplásicos.

A candidíase é uma infecção provocada por um fungo denominado Candida albicans.

A infecção manifesta-se mais frequentemente na vagina, região peri-anal e na cavidade oral; pode também localizar-se nas feridas e regiões cutâneo-mucosas, onde o calor e a maceração da pele favorecem a proliferação dos fungos. Em casos raros, podem ocorrer lesões cardíacas, pulmonares, renais e/ou cerebrais.

Os sintomas dependem da localização da infecção:

Na candidíase vaginal

  • inflamação da vulva (edema e hiperémia);
  • prurido (comichão);
  • leucorreia (corrimento branco ou amarelado).

Na candidíase oral (”sapinhos”)

  • pequenas manchas de exsudao branco sobre a língua e mucosa da orofaringe;
  • recusa alimentar nas crianças.

Na candidíase cutâneo-mucosa

  • lesões vermelhas e pustulosas;
  • prurido;
  • panarícios;
  • alopécia (perda de cabelo).

Na candidíase sistémica

  • Febre;
  • Cefaleias (dores de cabeça);
  • Fraqueza;
  • Sintomas de envolvimento de outros órgãos (endocardite, meningite, pneumonia ou septicémia)
12th Sep, 2009

Amebíase – Sintomas

Os sintomas da amebíase são muito gerais e não específicos, comuns a muitas gastroenterites de diversas etiologias. Podem ocorrer um ou mais dos seguintes:

  • Diarreia intermitente e fezes de cheiro fétido;
  • Fezes com muco e sangue;
  • Dilatação do intestino e excesso de gases (flatulência);
  • Dores abdominais tipo cólica;
  • Aumento da temperatura corporal (febre);
  • Cansaço (astenia) e dores musculares (mialgias);
  • Coloração amarelada da pele e olhos (icterícia), se o fígado estiver afectado.
12th Sep, 2009

Amebíase – Causas

A amebíase é provocada pelo parasita Entamoeba histolyica, podendo este apresentar-se sob duas formas: o trofozóito móvel e o quisto. É sob a forma de trofozóito que este parasita causa a doença, vivendo no cólon e alimentando-se de bactérias e/ou tecidos do homem que parasita. Ao serem eliminados pelas fezes líquidas (diarreia), os parasitas morrem.

Quando à infecção não se associam fezes diarreicas, os parasitas “transformam-se” em quistos antes de ser eliminados e é sob esta forma que podem ser transmitidos directamente de indivíduo para indivíduo ou indirectamente através de água ou alimentos.

A causa mais frequentes de contágio é o contacto directo com alimentos, sendo as más condições higio-sanitárias um factor que favorece a propagação da infecção.

Quando à fruta e aos legumes se associam adubos animais ou águas poluídas, estes alimentos podem ser contaminados.

A maior parte dos portadores são assintomáticos o que torna o diagnóstico desta infestação mais difícil e o controlo da sua propagação também.

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